ETAPAS DA CRIAÇÂO DA ARTE - bastidores do processo criativo na EXPOSIÇÃO 80 anos de Mauricio de Souza by Flávio Calazans -ETAPAS DA CRIAÇÂO DA ARTE

A GIBITECA MARCEL RODRIGUES PAES abriu hoje, 12 de 12 de 2015, às 12 horas, a EXPOSIÇÃO 80 anos de Mauricio de Souza com um desenho do personagem "HORÁCIO" sendo desenho meu, Flávio Calazans .
e , por sugestãO de minha esposa Ivany, documentei um tipo de BASTIDORES ou como nos extras dos DVDS de filmes e séries de televisão "CULT" , registrei o processo criativo em cada etapa fotografando com meu celular. Vale por ilustrar como eram feitos desenhos antes dos computadores uniformizarem as palhetas ou vocabulários cromáticos ao que FLUSSER denominaria FUNCIONÁRIOS executando um repertório previsto nas possibilidades de um PROGRAMA
Na primeira foto a imagem que me veio era de um Tiranossauro adulto olhando Horácio comer alface e pensar que assim que crescer ele precisaria de carne pois não teria tantas toneladas de alface para comer duas vezes ao dia - ou seja, a inviabilidade da opção existencialista vegetariana ao crescer e decorrente a perda da inocencia e ingenuidade infantil e imatura (acabei tirando o balão de pensamento - pois fui convidado para fazer uma ilustração e não charge ou cartum, tanto que o segundo desenho era um cartum sobre a inocencia infantl do Horacio em frente a sexualidade , que - por ser a gibiteca um espaço público com crianças nunca seria mesmo exposta). Meu esboço primordial tinha o Tiranossauro bem tridimensioinal circundando Horacio com a ponta do rabo em primeiro plano.
Assim que fiz os pontilhismos e hachuras (dando dimensão tridimensional com volume sombra) neste esboço percebi que o rabo teria de sair para limpar a legibilidade do desenho e facilitar sua compreensão em apenas um golpe de olho pelo fruidor-observador-leitor-público! Neste "croquis" ou "rought" ("RAF") preliminar e descompromissado eu usei meu repertorio de referencias visuais mental para o corpo do Dinossauro Bípede Tiranossauro baseando seu corpo em uma galinha ou pato, para guiar minha visualização neste primeiríssimo momento
assim fui parea a segunda fase, o esboço a lápis b-2 sobre uma folha de sulfite
Eu sempre começo todo meu desenho pelos olhos, pela expressão, - como disse Leonardo Da Vinci, as janelas da alma - ajuda-me a dar o tom em todo o desenho e a proporção segue esta emotividade dos olhos em sua expressividade,
e deixo fluir livre a mão desliza sobre o papel por si própria, afinal, desenho é uma palavra que vem do LATIM, 'DIO SIGNO" um sinal de Deus, o divino atuando em nós desenhistas, uma bênçÃo da arte. E criar é dar forma, mum ato de criação é como Deus criando o mundo, tem sempre um aspecto Teologico neste gesto, como diz o escultor RODIN - “Se a religiosidade não existisse, eu teria a necessidade de inventá-la. Os artistas verdadeiros são, em suma, os mais religiosos dos mortais” ------------------- Rodin, em O misticismo na Arte, capítulo de A Arte. -- A etapa seguite é cobrir com tinta preta nankin em uma caneta MARS 700 de ponta 0.3 pois meu traço é fino e veloz, minha mão não se apoia no papel quando desenho, ela dança livre e solta sobre o papel em um fluxo similar ao desenho taoísta da China ou à escrita automatica do "manifesto surrealista" de Andre Breton que Salvador Dali aprofunda no "Método Paranóico-Crítico" e Drullet adapta aos quadrinhos no clássico "VUZZ".
Começo a arte-final também pelos olhos pois a emoção e expressividade deles assim vai estar manifesta em cada traço ate o final
e assim vou cobrindo o lápis sem sentir e ate esquecendo de fotografar as etapas, -- quando eu crio perco noção de tempo e até de mim mesmo, eu dissolvo o ego e a mente no ato de criar como um tipo de meditação ou yôga ...
e tive de esforçar-me muito para voltar a mim e registrar as etapas, pois não existe tempo, nem fome, sede, sono nem nada, tudo dissolve-se no nirvana da paz de espírito do ato criativo em cada desenho que faço por menor que seja, isto é chamado "ARTE", sim, este prazer ou êxtase do gesto criativo e a consequente paz da alma que proporciona é um prazer que poucos se permitem experimentar e até atemoriza aos mais apegados a mAYA ilusão do EGO e assim fazendo não se permitem ser um fluxo livre do Prana ou EL ou Tao - o Elán Vital -
A minha esposa ivany disse que meu Horácio está HORRIVEL, ...bem, ela tem toda razão, na verdade gosto muito deste personagem AUTORAL que considero a maior contribuição de Mauricio de Souza aos Quadrinhos enquanto entendidos como a "NONA ARTE", todavia, confesso que ao desenhá-lo tive EXTREMA dificuldade com o centro de gravidade do personagem, eu o sentia CAINDO se desse um passo...ou mesmo sentia seu esforço em manter-se de pé equilibrado, a gravidade e o balaço do corpo do Horácio eram um problema gritante que tentei instintivamente contornar alterando o formato do cranio e da curvatura da espinha dorsal dele, como no "PSICODRAMA" de Moreno (adaptado ao Tarô na "PSICOMAGIA" de JODOROWSKY) é preciso ao desenhar SER o desenho, ontologicamente, dissolver o "Principio lógico de Parmênides" e sair de minha identidade (o ser é, o não-ser não é) e eu ao desenhar transformo-me no que eu desenho , passo a ser o objeto desenhado além de ser o desenhista, como na "Mecânica Quântica de Plank"
o observador interfere no objeto observado em uma progressão geométrica AD INFINITUM -
cabe comentar que tive mais dificuldade do que esperava com as omoplatas-escápulas e com o osso pélvico do tiranossauro, é muito diferente de cavalos, cachorros e aves; - e eu nunca tinha desenhado um Tiranossauro Rex, fui então, para dar verissimilhança e por respeito ao leitor-observador e por meu compromisso ético pessoal com a arte ou estética, pesquisar em fotos de meus livros de Paleontologia e Arqueologia os fósseis de Tiranossauros !
as etapas seguintes foram o apagar do esboço a lápis com uma borracha macia, cuidadosamente para não amassar nem rasgar o papel sulfite, e a seguir iniciei a colorização, gosto de tons suaves e luz, então escolhi lápis de cor aquarelado para dar dimensionalidade com cores em degradée segundo as hachuras e o pontilhismo
vou aplicando em camadas as cores mais suaves e depois sobreponho com as escuras ou densas; -- por exemplo, a barriga tem um amarelo clarinho suave, depóis um amarelo mais intenso como uma "gema de ovo" e por último um amarelo bem mais saturado cromaticamente, mais denso e escuro
e posteriormente um naco de algodão levemente molhado é esfregado em movintos ora retos, ora circulares, unindo os traços do lápis e uniformizando a colorização - um trabalho manual sem esquecer do efeito alquímicio no operador, como disse Leonardo da Vince no livro "TRATADO DA PINTURA" a arte não é meramente um artesanato manual, é preciso sempre considerar as dimensões estético-filosóficas e perceber a "ARTE COMO COSA MENTALE" a arte além de mera TECHNÉ como em sua dimensão de POIESIS, deste conteúdo ou "AURA" que emana e causa efeitos quiçá até metafísicos no fruidor indo da alma do artista para a alma do espectador unindo-nos, o que Kandinsky chamou "ESPIRITUAL NA ARTE"
----e assim terminei o desenho para a exposição, agradeço ao Fabio Tatsubô e ao Andre Rittes da Prefeitura de Santos pela infinita paciência e compreensão, lidar com artistas é sempre dificil, eu sei e agradeço muito a vcs!
Todo o processo, como sempre, deu-me muito prazer em criar ! Nesta foto minha caixa de lápis de cor
Já o segundo desenho foi mais CARTUM - eu achei que seria engraçado brincar com o Horacio ser um filhote recem saído do ovo
e pensei que se ele visse dois brontossauros adultos acasalando podia confundir-se e pensar ser uma briga e deste modo, em sendo pacifista e vegetariano, tentar apartar o coito que a seu ver ingênuo e inocente seria uma sucessão agressiva de violentos golpes pélvicos -------------------- (O Victor Freundt fica super ofendido com qualquer referencia a sensualidade, peço desculpas publicamente a vc e sua esposa! A "Capela Sistina" do Michelangelo é igualmente explicita, a estátua "DAVID" dele então é um choque - e a censura ou repressão à sexualidade tem inumeros precedentes que apoiam a postura do Victor Freundt, por exemplo, como quando em 1857 na "CIDADE DO VATICANO", Itália, o PAPA Pio IX considerou que a observação dos órgãos genitais masculinos causava tentação nos noviços e padres, ordenando a famosa e Histórica "Grande Castração das Estátuas no Vaticano" quando TODAS as estátuas gregas e romanas tiveram os Pénis e Testículos quebrados a martelo, posteriormente foram colocadas folhas de parreira de gesso onde havia os genitais , isto em uma alusão simbólica bíblica a Adão ter cobrido suas "vergonhas" com folhas de parreira no éden após ter comido a maçã e desenvolvido o conhecimento e a VERGONHA)
Neste cartum brinquei de dar textura à Fêmea do brontossauro com pontilhismo e desenhei CÍLIOS, um sinal de feminilidade, e a colori de "PINK" ou Cor-De-Rosa para significar sexo feminino, e para o macho usei a cor AZUL do mesmo modo que nas maternidades os bebês são vestidos de rosa para as meninas e azul para os meninos como convenção cromatica de indice da sexualidade (cromossomo XX ou XY), e para a textura macia da pele contratei com o pontilhismo suave da fêmea dando um escuro brilhante como couro à musculatura do Brontossauro macho, estes foram mais fáceis de desenhar do que o Tiranossauro cujo esqueleto deu trabalho para que eu entendesse a mecânica dos movimentos.....SIM, como explica Rodin eu desenho modelando em 3D mentalmente e projetando os movimentos, daí eu ter implicado com o centro de gravidade do Horácio, é como o cabelo do Cebolinha, tenho dificuldade em reduzir a duas dimensões achatadas
Sempre gostei muito mais do Horácio,
somente muito depois descobi que era seu conteúdo filosófico existencialista que me atraia, tenho até boneco de pelúcia do Horácio em minha cama, incomodando minha esposa Ivany
Oh Horácio!
Horácio sempre foi meu PREDILETO na galeria do Mauricio de Souza !
(os outros bonecos de pelúcia são na maior parte animais do mar como polvos e lagostas passando por tartarugas marinhas até peixe boto e um ORNITORRINCO que a prima Eliana me deu !)
Pois um pesquisador provou que a obra de Maurício é HQ de arte, de autor, um trabalho pessoal de excepcional qualidade artística. Foi o professor Robson Bastos da Silva, na Dissertação de Mestrado "Uma leitura Filosófico-Existencialista do personagem Horácio de Maurício de Souza", do Instituto Metodista de Ensino Superior, apresentada em 1990.
Robson percebeu que Horácio, o tiranossauro vegetariano, não é dirigido ao público infantil, mas que ele é um dinossauro que vive em permanente crise de identidade, crise existencial, questionando e filosofando. Nos balões, há frases da filosofia Existencialista de Jean-Paul Sartre, monólogos ecológicos que explicam seu sucesso no Japão.
O leitor adulto pode ser estimulado à auto-avaliação e entender seu papel no mundo. Horácio seria a negação de toda a obra alienante de Maurício, com o autor nele se redimindo pela obra comercial.
Maurício pessoalmente cria os argumentos, diálogos, roteiros e desenha as HQ's de Horácio, e não admite entregá-lo à equipe impessoal, chegando a afirmar:"Horácio sou eu".
Tal carinho indica seu apego emocional, sua visão crítica da humanidade, sua angústia e solidão, náusea existencial de artista sensível agredido por pessoas invejosas de seu sucesso. Observe-se o desenho do personagem, a cabeça redonda enorme, os braços curtos e as pernas dobradas, muito parecido com um feto. Horácio está sempre em posição fetal, e suas proporções são as mesmas de um embrião em gestação.
Ele habita uma caverna que mais parece um útero, vive em um mundo pré-histórico, primitivo, enorme, lembra o ponto de vista de uma criança pequena. Talvez Horácio represente o desejo de Maurício de voltar à infância e feliz em Mogi das Cruzes, interior de São Paulo. Talvez neste personagem o artista sublime uma Síndrome de Peter Pan, regressividade. Graças ao genial Horácio pode ser corrigida a injustiça de considerar Maurício de Souza um mero mercenário da HQ comercial. Robson Bastos da Silva ajuda a redimir Maurício, colocando-o na galeria dos artistas da HQ brasileira ao lado de Henfil, Nico Rosso, Sérgio Macedo, Watson Portela e outros.
E sobre a exposição "80 ANOS DE MAURICIO DE SOUZA da GIBITECA MARCEL RODRIGUES PAES", (nas fotos minha homrenagem ao meu amigo falecido Marcel que dá nome a esta Gibiteca faz 23 anos)
ao meu ver
-em se tratando de ILUSTRAÇÕES-
a mais adequada homenagem certamente foi a do FABIO COALA como Mauricio de Souza cavalgando o Horácio ! Parabens Fabio, vc matou a pau e sua visão, dentro do proposto, indubitavelmente foi muitíssimo mais correta que a minha !
BIBLIOGRAFIA TISSERON, Serge. TinTin no psicanalista. Portugal, Bertrand, 1987.
SILVA, Robson Bastos da. Uma leitura filosófico-existencialista do personagem Horácio de Maurício de Souza. Dissertaçào de Mestrado, Instituto Metodista de Ensino Superior, 1990.

Comentários

  1. Caro calazans , muito bacana o texto, explicando a formulação do desenho assim como o desenvolvimento da idéia, so fica um porém, acredito que vc deva falar com uma linguagem mais coloquial, pois muitas vezes vc se aprofunda demais na explicação usando um linguajar técnico, abraços do amigo Markão Gibis.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado Markão, desculpe eu fui escrevendo direto e alerm dos erros de digitação acabo escrevendo muito pessoal e subjetivo sem explicar os conceitos, faz tempo que parei de dar aula e estou perdendo om tom didatico-pedagógico e professoral. Vou ficar mais atento nas próximas postagens

      Excluir
  2. Genial como sempre ! Só tem um defeito, o desenho poderia estar na minha sala em uma bela moldura ! Sinto demais que estamos perdendo toda aquela poética do desenho manual, do colorido, estudos etc... Aquilo tudo era mágico ! Tenho um original de Disney emoldurado que é minha paixão, esse desenho sempre me remete aos estúdios de criação onde a "magia" acontecia sem os cyber recursos de hoje em dia, os desenhos se tornaram frios ! Por melhor que seja a técnica empregada nem de longe se aproximam da qualidade de um lápis... É muito bom ver vc "voltar" a desenhar !
    Parabéns !

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado Louis, como vc viu ambos desenhos foram escaneados e impressos. o original esta guardadinho nos meus arquivos . é triste ver que estas tecnicas de fazer a arte foram esquecidas pelos FUNCIONARIOS (no sentido de Flusser, as pessoas que operam e fazem funcionar programas) e é dubio denominar os mesmos de "ARTISTAS" comodiria Mario schemberg e diversos críticos de arte ! Flusser foi curador de várias BIENAIS DE ARTE DE SÃO PAULO !

      Excluir
  3. Nesta homenagem ao Mauricio de Souza, Calazans faz uma releitura para os primeiros dias de puberdade de Horacio.
    Calazans sempre sagaz com sua percepção fina, cuidadosa da transformação do Horacio, tiranossauro vegetariano,
    de herbivoro para carnivoro. Simples, direta com um exemplo de um tiranossauro adulto frente a sua presa. Obriga Horacio a pensar, a se contradizer.
    Mostra ainda na charge a visão infantil de sexo que confunde sexo com violência. Sem entender que a transa é a perpetuação da sua espécie.

    ResponderExcluir
  4. Bela e merecida Homenagem ao Mauricio ! Parabéns sempre por sua Arte meu amigo ! Também gosto mais do Horacio que parece que até fisicamente o cabeçudinho se parece com seu criador! Parabéns também ao Pessoal ai da Gibiteca que parece que é uma das mais atuante!

    ResponderExcluir
  5. Em 2013, em comemoração aos 50 anos da Mônica, a PANINI e MSP criaram a Mônica Parade, evento que colocou nas ruas 50 esculturas da estrela dos quadrinhos. Realizada pela TopTrends – empresa com know how em eventos de arte de rua em que artistas plásticos dos mais variados estilos coloririram e customizaram as peças. Os 50 nomes foram escolhidos por Mauricio de Sousa, que também deixou sua marca em uma das Mônicas.

    As esculturas foram instaladas próximas a ícones arquitetônicos, pontos turísticos, bancas de jornal, parques e CEU’s – Centros Educacionais Unificados -, contemplando todas as subprefeituras da capital. Produzidas em fibra de vidro, com 1,60m de altura e sob uma base de 25cm, totalizando 1,85m de altura.


    http://chargesbira.blogspot.com.br/2013/11/minha-monica-em-quadrinhos-ganhou-as.html

    A cinquentona "baixinha, dentuça, brava, de vestido vermelho" é uma celebridade nacional e cinquentona. Foi uma alegria ser convidado a participar da Mônica Parade. A ficha demorou a cair, e quando caiu, foi uma surpresa. Foi também uma grande honra. Conheci Mauricio e o saudoso Jayme Cortez em 1977, ao visitar o estúdio MSP. As páginas que copiei de artistas como Zé Marco Nicolosi (desenhista da Turma da Mônica) me deram bagagem pra estrear, em 1980, no Gibi Os Trapalhões" da Bloch. Os anos se passaram. Em 2013, recebi um e-mail do Mauricio me convidando pra participar da Mônica Parade (aos moldes da Cow Parade pelo mundo) numa grande exposição ao ar livre pelas ruas da cidade de São Paulo. A ideia era fazer os paulistanos e turistas rodarem a cidade vendo cada Mônica pintada em estilo totalmente diferente da outra.
    Cada artista submeteu seu projeto, num croqui pequeno e com a descrição do que iria desenvolver. Resolvi homenagear na "minha" Mônica os personagens que fizeram história na História em Quadrinhos Brasileira em quase 150 anos!

    O PASSO-A-PASSO

    Minha mãe recebeu a estátua que eu iria pintar. Ela já tinha uma base branca e resolvi trabalhar direto com canetas grossas, desenhando cada personagem num quadrinho com um balão onde ele dizia seu nome e autor. Durante 1 semana listei os personagens que queria homenagear. Busquei referências na minha coleção e na web. Fiz os esboços em 3 folhas de sulfite e dividi a lista entre cabeça (incluindo o topo), tronco, pernas e coelho. Fiz um cálculo do tamanho que cada quadrinho devia ter, mas não segui um padrão rígido ou esquadrinhamento prévio. Infelizmente isso acabou deixando de fora alguns personagens que estavam na lista original. Cheguei ma casa de minha mãe com os esboços e comecei a desenhar direto, como em arte-final sem esboço, de forma empírica. Trabalhei 18 horas durante dois dias. Usei canetas Posca para desenhar direto na escultura. Os únicos esboços eram os estudos prévios que tinha feito. A única ajuda que tive foi de minha mãe, D. Lourdinha, que guardou a escultura em sua casa e me ajudou a pintar os azuis entre os quadros. Para não ficar monótono, fiz os traços em preto, marrom e roxo, espaço entre requadros em azul.
    A escultura teve um tratamento de fixador e brilho que ajudaram a preservar a superfície desenhada. A minha foi exposta na Parada Inglesa, zona Norte de São Paulo. Depois a expo foi para Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

    O objetivo era se fazer um leilão com parte das obras e a minha foi comprada pela editora Panini, e foi exposta no estande deles na CCXP 2014.

    ResponderExcluir
  6. OS PERSONAGENS 01. Reco-reco, Bolão, Azeitona (Luiz Sá) 02. Nhô-Quim (Angelo Agostini) 03. Diabo-coxo (Angelo Agostini) 04. Juca Pato (Belmonte) 05. Garra Cinzenta (Renato Silva) 06. Pão-duro (Messias de Melo) 07. Amigo da Onça (Péricles) 08. Pererê (Ziraldo) 09. Carequinha (Jayme Cortez) 10. Gabi (Moacir Torres) 11. Capitão 7 12. Madame e seu Bicho muito louco (Fortuna) 13. Sacarrolha (Primaggio Mantovi) 14. Kactus Kid (Canini) 15. Menino Maluquinho (Ziraldo) 16. Pelezinho (Mauricio de Souza) 17. Sig (Jaguar) 18. O Gaúcho (Shimamoto) 19. Solar, o homem-átomo 20. Fon-fon (Rian) 21. Capitão Eco (Miguel Paiva) 22. Aragão (Cesar Sandoval) 23. Satanésio (Ruy Perotti) 24. Mirza (Collonese) 25. Dasdô (Flávio Almeida) 26. Maciota (Paulo Paiva) 27. Turma do Xaxado Antonio Cedraz). 28. Radical Chic (Miguel Paiva) 29. Nádia filha de Drácula (Zalla) 30. Frauzio (Francisco Marcatti) 31. Cruzaltino (Greice Pozzato) 32. Rango (Edgar Vasques) 33. Aline (Adão Iturrusgarai) 34. Capitão, Piratas do Tietê (Laerte) 35. Senninha (Ridaut Dias Jr) 36. Triplo Zero (Mario Latino) 37. Jerônimo, o heroi do sertão (Edmundo Rodrigues) 38. Capitão 7 (Jayme Cortez) 39. Cubinho (Mario Mastrotti) 40. Nhô Quim (Edson Rontani) 41. Apache (Tony Fernandes) 42. Turma do Lambe-lambe (Daniel Azulay) 43. Cacá e sua Turma (Ely Barbosa) 44. Geraldão (Glauco) 45. Rê Bordosa e Bob Cuspe (Angeli) 46. Brasileiro (Michelle Ramos) 47. Detetive Diomedes (Lourenço Mutarelli) 48. Katita (Anita) 49. Velta (Emir Ribeiro) 50. Don Ramirito (Fraga) 51. Bia (Bia Kassar) 52. Rato do Prédio (Falex) 53. Bel (Cecília Pinto) 54. Mimi (Paulo Monteiro) 55. Maria (Henrique Magalhães) 56. Pequeno Ninja (Tony Fernandes e Wanderley Felipe) 57. Rango (Edgar Vasques) 58. Aline (Adao Iturrusgarai) 59. Os Gatos (Laerte) 60. Turma do Arrepio (Cesar Sandoval) 61. Gothic Girl (Ricardo Manhaes) 62. Fradins Instituto Henfil) 63. Clovis Paulo Stocker) 64. Thumba (Jorge Barreto) 65. Presidente Reis (Luiz Gê) 66. Graúna (Henfil) 67. Zeferino (Henfil) 68. Xiru Lautério (Byrata) 69. Macanudo Taurino (Santiago) 70. Vigilante Rodoviário (Osvaldo Talo) 71. Raio Negro (Gedeone Malagola) 72. Chet (Wilde e Watson Portella, Eduardo Vetillo) 73. Tatu-man (meu) 74. Mônica (Mauricio de Souza)

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

DOUTOR ESTRANHO na coleção de historias em quadrinhos de Flávio Calazans