Cansado de gente que fala só LERO-LERO- nhem nhem nhem - blá bla blá- TOMA GIBBERISH NELES !

Já estou muito cansado desta gente que fala, fala e fala sem intenção de fazer ser o verbo, tipo os políticos profissionais com aquele Lero-Lero vazio que almeja enrolar e engabelar que se dispuser a ouvir.

no nhemgatú (tupi) nossos ancestrais indigenas chamam isto de nhem-nhem-nhem (falar, falar, falar)

e nos gibis tem a onomatopeia blá-blá-blá,

em certas pseudo-seitas assiste-se os dizimistas entrarem em histeria sexual coletiva e balbuciarem "falando em línguas" - uma verborragia de sons sem sentido que nem eles mesmos saberiam traduzir ou dizer qual língua estão gaguejando...

existe uma forma de meditação iniciática que faz uso deste falar intermitente verborrágico que vaza da mente presa à Maya da roda Sansara, é chamada de GIBBERISH, consiste em , de pé ou sentado, sozinho ou em grupo, emitir sons sem sentido nenhum, como forma esotérica de meditação também é chamado secretamente em certos círculos místicos de "A ALGARAVIA" (Gibberish) ,

a palavra "algavaria" foi criada como um pejorativo na península ibérica, referindo-se ao idioma árabe falado pelos mouros, significava uma lingua incompreensível, barulheira de palavras misturadas ou uma Torre de Babel de sons incoerentes (Bíbliam ver livro do Gênesis 11,1-9 ).

Inclusive a própria palavra GIBBERISH igualmente surgiu na língua inglesa, na Inglaterra no começo do século XVII, derivada da palavra ‘jabber’, que quer dizer ‘falar rapidamente e de forma ininteligível. O termo era usado para se referir aos dialetos de ciganos (povo ROM) e andarilhos estrangeiros, ciganos que os britânicos chamavam "GYSPY" como um corruptela mal pronunciada de EGIPCIO.

Recordemos que para os romanos BÁRBARO era todo estrangeiro que não falasse fluentemente o latim, bárbaro é aquele de BALBUCEIA ou hesita ao falar, erra, é inseguro no fluxo verbal, não é fluente em conversação no idioma, ou seja, é um estranho ao idioma

(como disse Fernando Pessoa -"A minha Pátria é a Lingua Portuguesa" e quem veio de fora é como "O Estrangeiro" do livro de CAMUS).

Outrossim, há quem afirme que a palavra GIBBERISH é mistica desde a origem etimológica, teria origem no nome "JABIR", um alquimista islâmico do século VIII que teve o nome traduzido para o inglês como ‘Geber’.

Por isso, o JABIR traduzido com a grafia errada GEBER teria originado ‘gibberish’, referindo-se a algo incompreensível e aparentemente sem sentido, como o código cifrado empregado nos textos dos alquimistas como JABIR,

Isto seria o "ARGOT" ou gírias e jargões secretos que protegem as práticas de mau uso por profanos, ou os termos especializados profissionais como a linguagem técnica jurídica dos advogados ou os termos dos economistas que são jocosamente designados como discurso em idioma "ECONOMÊS" "

Mas o próprio termo ARGOT históricamente refere-se a palavras-chaves de navegação usadas por Jasão na busca do velo de ouro junto a marinheiros como o semi-Deus HERCULES a bordo do navio ARGOS, dai o termo ARGOT, vocabulario secreto do navio ARGOS, este termo também originou na arquitetura mística o estilo GÓTICO das Catedrais.

Pessoalmente eu acho a origem de GIBBERISH como sendo do alquimsta JABIR mais divertida e gosto mais dela do que das outras, que me parecem tão xenófobas!

Como prática de meditação o GIBBERISH é o dizer soms sem sentido veloz e intermitentemente por um bom peíodo de tempo.

E este fluxo non-sense perturba MUITO a sua mente, seu ego, pois a mente é que fica enfileirando palavras e construindo frases sem parar; mesmo quando vc está calado, e esta vozinha interior vai ficando tonteada com o palavrório e se perde , desconecta-se, estressa-se,

assim libertando seu ser para um eventual satori ou vislumbre da iluminação,

pratiquei muito isto com duas amigas, uma vez estávamos na avenida do mercado e comecei a gritar como que discutindo e uma delas respondeu , elevávamos a voz e até falávamos juntos ao mesmo tempo, sem nos preocupar com os transeuntes (ao final tinha uma pequena multidão assistindo-nos a uma distância segura, pois meditar afasta, intimida e assusta os presos na ilusão -Maya),

devemos ter feito por uns dez minutos ou mais

Pois perde-se a noção do tempo na meditação, pois vc fica no aqui-agora do gerúndio.

A mente ou ego somente consegue manter-se funcionando se conjugar SEM PARAR verbos, seja nos tempos passado -aquele triste e soturno "PRETÉRITO IMPERFEITO" dos remorsos e arrependimentos sofridos e da saudade das perdas (Proust nos livros da obra "La recherche des temps perdus") ;

Ou a mente também foge e se refugia no futuro, o porvir planejado e almejado nas esperanças, sonhos, devaneios e desejos frustrados , é o "FUTURO MAIS QUE PERFEITO" que te faz suportar o emprego monótono, o relacionamento amoroso insatisfatório, a vida sem sentido nem prazer.

Se o fluxo de algaravia do GIBBERISH durar o bastante (depende de quanto vocabulário voce alimentou sua mente para que ela use as palavras verbalizando em seu pensamento o mundo todo que te cerca numa descrição ou narração sem parar) em um certo momento sua mente vai ficando perdida e acabará meio que NOCAUTEADA pelas palavras em avalanche e sem semântica-sentido- como aqueles soquinhos velozes intermitentes do boxe, os "JABS" ou seja, os soquinhos do boxeador Rock Marciano, cada um muito leve mas causava uma dorzinha, e duzias deles sobrecarregam o sistema nervoso e o outro boxeador vai cambaleando e cai nocauteado .

JABS são uma antiga e esquecida técnica de luta sofistificada sem espaço nesta arenas-octógonos de gladiadores do MMA (Mixed Martial arts) onde o espetáculo visual, o espetacular, é o golpe rude e brutal sem técnica mas com efeito visual deslumbrante ou sangrento

(Um conhecimento mínimo de DO IN ou ACUPUNTURA sabendo localizar os meridianos e pontos do corpo humano é o MÍNIMO de qualquer iniciante em verdadeiras artes marciais como WU CHU ou Kung FU, e um toque ou golpe correto paralisa um braço ou coxa ou mesmo trava os pulmões por alguns segundos e pode ser decisivo numa luta, mas o confronto acabaria nos primeiros contatos físicos e não daria audiência na TV afastando os anunciantes publicitários, patrocinadores e as verbas e dinheiro) .

GIBBERISH; Nhém-Nhem-Nhém ; Blá-Blá-Blá; Lero-Lero ...em certo contexto é um truque de estelionatários engabelando suas vítimas -eleitores ou consumidores- mas, por outro lado, podemos usar este desfile de palavras enfileiradas que compôe e constrói nossa mente-ego para usar a força da mente-ego contra ela própria, e isto nada mais é do que o princípio básico do Judô ou Jiu Jitsu, usar o ponto forte do oponente contra ele próprio assim o vencendo..

Contudo, na meditação não fica ninguém para se sentir vencedor e poderoso, apenas descansamos na paz e tranquilidade do Nirvana, ou paraíso, onde estamos livres, ficamos além de sentimentos fúteis e fugazes, transitórios, como TRISTEZA ou FELICIDADE (ninguém consegue "SER" triste ou alegre, apenas podemos "ESTAR" numa fase ou momento de tristeza ou de alegria, pois tudo passa, apenas a paz de espírito é permanente).

O Nirvana indiano não é apenas a "ATARAXIA" que prega o grego EPICURO, a tranquilidade de não se tomado e possuído por paixões.

Nem tão poco o Nirvana é a APATIA dos estóicos de Roma como o Imperador Filósofo MARCO AURÉLIO fala em seu livro "MEDITAÇÔES" .

A mente alimenta-se de Lógica mas adora brincar e nos distrair com SOFISMAS e FALÁCIAS,

O termo falácia deriva do verbo latino fallere, que significa enganar.


Por outro lado o SOFISMA seria intencional com desejo de enganar o interlocutor (ou seja, DOLOSO em termos jurídicos).

Estudar as FALÁCIAS é um tema rico, pois são classificadas em ONZE tipologias com inúmeras sub-divisões, como as taxonomias científicas da "ÁRVORE DE PROFÍRIO" classificando e organizando o mundo em GÊNEROS e ESPÉCIES.

E esta capacidade da mente-ego de nos distrair com argumentos encadeados, polissilogismos, Lógica, é que nos prende ao viver mundano com ricos e sofistificados truques e armadilhas.

Por exemplo, o ALQUIMISTA e Rosa Cruciano FRANCIS BACON, ele provê mais recursos a estudar a mente e seus infinitos recursos de distração e erro!

No famoso livro de Sir Francis Bacon "NOVUM ORGANUM" (uma referência ao clássico grego de Lógica "ORGANUM" de Aristóteles), Bacon preocupou-se inicialmente com a análise de "falsas noções" (ídolos) que se revelam responsáveis pelos erros cometidos pela ciência ou pelos homens que dizem fazer ciência.

BACON organiza, classifica e divide estes IDOLOS ou erros em quatro grupos:



1) "IDOLA TRIBUS" (ídolos da tribo): Ocorrem por conta das deficiências do próprio espírito humano e se revelam pela facilidade com que generalizamos com base nos casos favoráveis, omitindo os desfavoráveis. O homem é o padrão das coisas, faz com que todas as percepções dos sentidos e da mente sejam tomadas como verdade, sendo que pertencem apenas ao homem e não ao universo. Dizia que a mente se desfigura da realidade. São assim chamados porque são inerentes à natureza humana, à própria tribo ou raça humana.

2) "IDOLA SPECUS" (ídolos da caverna): De acordo com Bacon, cada pessoa possui sua própria caverna, que interpreta e distorce a luz particular, à qual estão acostumados. Isso quer dizer que, da mesma maneira presente na obra 'República' de Platão, os indivíduos, cada um, possui a sua crença, sua verdade particular, tida como única e indiscutível. Portanto, os ídolos da caverna perturbam o conhecimento, uma vez que mantêm o homem preso em preconceitos e singularidades.

3) "IDOLA FORI" (ídolos do foro ou de mercado): Segundo Bacon, os ídolos do foro são os mais perturbadores, já que estes alojam-se no intelecto graças ao pacto de palavras e de nomes. Para os teóricos matemáticos um modo de restaurar a ordem seria através das definições. Porém de acordo com a teoria baconiana, nem mesmo as definições poderiam remediar totalmente esse mal, tratando-se de coisas materiais e naturais posto que as próprias definições constam de palavras e as palavras engendram palavras. Percebe-se portanto, que as palavras possuem certo grau de distorção e erro, sendo que umas possuem maior distorção e erro que outras.

4) "IDOLA THEATRI" (ídolos do teatro): Os ídolos do teatro têm suas causas nos sistemas filosóficos e em regras falseadas de demonstrações. Os falsos conceitos, são as ideologias, essas são produzidas por engendramentos filosóficos, teológicos, políticos e científicos, todos ilusórios. Os ídolos do teatro, para Bacon, eram os mais perigosos, porque, em sua época, predominava o princípio da autoridade – os livros da antiguidade e os livros sagrados eram considerados a fonte de todo o conhecimento.

Sabendo desta divisão do BACON a sua mente agora tem um recurso a mais para te distrair com verborragia e prender você nas ilusões de PASSADO ou FUTURO, eu diria "IDOLA PRETERITA" e "IDOLA PORVIR" caso eu fosse um Lógico ou BACONIANO (quase escrevi "BACONISTA", brincando com a palavra BALCONISTA, mas isto seria um chiste ou trocadilho, do mesmo tipo dos atos falho que Freud estuda!)



"Os Limites da Minha Linguagem São os Limites do Meu Mundo" esclarece a famosa frase do filósofo austríaco Ludwig Wittgenstein (1889-1951) -suas teses desenvolvidas no Tratado foram empregadas pelos filósofos do Circulo de Viena e contribuiram para o desenvolvimento de todo positivismo lógico!



Na fotografia está retratado o acima o meu corpo que habito e uso como nome ou verbalização as palavras "Flávio Calazans", neste flagrante estando na prática da meditação na forma de artes marciais, especificamente o WU CHU da China, as posições com a arma "MEIA-LUA" (hoje chamada no Brasil de "rabo-de-peixe") a coreografia ou Kata (型, forma) é uma sequência de movimentos no qual é preciso estar com mente e corpo juntos no aqui-agora se perder a consciência do ser a arma erra na velocidade do movimento e ou você se corta ou fere quem estiver treinando a seu lado ! Meu corpo-mente encontra mais paz ou êxtase quando pratica a meditação de nadar no mar, mais especificamente mergulhando, o mergulho profundo em apnéia ajua a esta juntos mente e corpo no aqui-agora e no fundo do mar a mente não tem vocabulário para ficar verbalizando e descrevendo as pedras, peixes, anêmonas, algas e corais além de todas as coisas estranhas e , literalmente, INOMINÁVEIS que desfilam no bentonplacton.



E ainda por cima ainda tem-se também os ENUNCIADOS PERFORMATIVOS" !

"Os enunciados performativos são enunciados que não descrevem, não relatam, nem constatam absolutamente nada, e, portanto, não se submetem ao critério de verificabilidade (não são falsos nem verdadeiros). Mais precisamente, são enunciados que, quando proferidos na primeira pessoa do singular do presente do indicativo, na forma afirmativa e na voz ativa, realizam uma ação (daí o termo performativo: o verbo inglês to perform significa realizar). Eis alguns exemplos: Eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; Eu te condeno a dez meses de trabalho comunitário; Declaro aberta a sessão; Ordeno que você saia; Eu te perdôo. Tais enunciados, no exato momento em que são proferidos, realizam a ação denotada pelo verbo; não servem para descrever nada, mas sim para executar atos (ato de batizar, condenar, perdoar, abrir uma sessão, etc.). Nesse sentido, dizer algo é fazer algo. "

Sim, a mente TEME o vazio sem palavras da meditação, o espaço eterno entre o inspirar e expirar o ar -

A mente usa a verborragia para entreter e distrair você como eu usei as divagaçõe sobre Falácias e sobre os IDOLA de BACON acima, desviando do assunto focado no tema deste ensaio (Digo "ensaio"nos termos de MONTAIGNE), e a erudição e citações são a maior arma da mente-ego em distrair e prender sua atenção em projetos FUTUROS de aprofundar e estudar tudo o que citei, pesquisar os nomes no google, desviar seu foco e atenção do AQUI AGORA que é o único tempo -espaço o qual sua consciência e corpo podem estar juntos e unidos e você verdadeiramente e etimológicamente HABITAR seu ser, viver e VIVENCIAR esta vida que é a sua vida.

E sei muito bem que de nada adianta tentar explicar este sentimento de estar no AQUI-AGORA, no não-verbal, pois é o estar imerso no fluxo, vivendo e vivenciando este sentimento de "aqui-agora" em cada ínfimo instante do fazer, o caminho que faz a si próprio , como disse aquele velhinho chinês, o Lao Tsé no livro "TAO TE KING"-

"O Tao que pode ser dito não é o Tao Verdadeiro".

E o TAO é simultaneamente o verbo caminhar conjugado no GERÚNDIO, também é o caminho ou percurso onde estamos andando, e ainda é também a pessoa do caminhante, aquele que constroí seu caminho-percurso-trajeto a cada passo presente "aqui e agora" de seu ato de estar caminhando!

Tenho certeza que a maioria das pessoas que conseguirem ler (até este parágrafo neste momento) estão rindo as gargalhadas de tamanhas besteiras e Non-Sense verborrágico

E sei pois LAO TSÉ me avisou faz tempo, no mesmo livrinho "Tao TE King", no Poema 41:



Quando um estudioso mais sábio ouve falar no Tao,

Abraça-o com zelo.

Quando um estudioso médio ouve falar no Tao,

Pensa nele de vez em quando.

Quando um estudioso inferior ouve falar no Tao,

Ri-se às gargalhadas.

Se ele não risse

O Tao não seria o Tao



Comentários

  1. boa dica Flávio. Faço isso antes de meditaçoes para descarregar e limpar a mente, mas pode ser feito sempre que a pessoa sinta necessidade. Abraço.

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    1. Que legal ! Sabia, ou melhor, intuía, que vc e eu temos mesmo muito em comum ! Meditar é um de nossos encontros místicos !

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