"O mínimo para fazer história em quadrinhos no Brasil". -- Flávio Calazans zans zans © - suɐzɐlɐɔ

Gibi Brasileiro e Cinema Nacional.

Para que se possa meramente cogitar de ter um quadrinho nacional brasileiro, primeiro e antes de tudo precisa ter antes o ambiente propício;

Ou seja, antes ter uma Literatura com muitos, mas MUITOS autores de contos e romances, poesia e ensaios, cordel e folclore vivo, criando um imaginário diversificado, desenvolvendo temas e personagens de nossa Historia.





(Bartolomeu de Gusmão e sua passarola, Santos Dummont do 14 bis e relogio de pulso, José Bonifácio, Imperadores Pedro 1 e 2 - que os outros países da América nunca tiveram Imperadores- Padre Anchieta, Abapuru o padre voador, bandeirantes, guerras de Canudos ,Guararapes, do Paraguai, etc - ou seja : conhecer MUITO a História do Brasil e também MUITO da História de todos os povos, desde Mesopotâmia, Egito, Roma, Cartago, Pérsia, Bizâncio, China, Índia, México, Europa toda, etc. Pois há incontáveis situações e personagens com seus dramas).



-"Um homem priivado de seu passado não é homem" Ortega y Gasset ;

- "Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo" George Santayana 1853 1952-

- “A história se repete. Esse é um dos horrores da História.”Charles Robert Darwin.

- "HISTORIA MAGISTRA VITAE – História mestra da vida". -- "A história é testemunha do passado, luz da verdade, vida da memória, mestra da vida, anunciadora dos tempos antigos"-- frase proferida pelo grande Marcus Tullius Cicero, orador e político da Roma antiga, séc I a.C - como outras grandes máximas de sabedoria condensada em curtas frases - "O homem que não conhece a História é um menino."





Então estudar os temas das obras futuras e sempre sendo abordados por uma visão, ponto de vista, proposta ou argumento - tese decupada, analisada, demonstrada e desenvolvida dialeticamente no roteiro ("Canaan" de Graça Aranha , "O homem que falava javanês" de Lima Barreto) com argumentos tanto lógicos quanto passionais, desenvolvidos em camadas muito bem escritas, com profundidade e humanidade, com valores e filosofias próprias em confrontos até internos de cada personagem, com dúvidas, hesitação e contra-vontades (o rico fazendeiro "vilão" no filme "As sete faces do Dr. LAO" de 1964 ).

Assim é que desta Literatura rica, com variedade e complexa, com multiplicidade de autores, de propostas e valores, é deste montante e diversidade que se dá a massa critica mínima, e apenas deste volume é que em um dia futuro sairá um Teatro com dramaturgos (Eurípides, Ésquilo, Aristófanes, Plauto, Sêneca, Shakespeare, Lope de Vega, Gil Vicente, Qorpo Santo, Alfred Jarry, Nelson Rodrigues, Ionesco, etc),
cujos diálogos encadeados e articulados são o que tece e constrói a narrativa encadeada em conversação, dividida em atos ou fases narrativas, de personagens vivos e complexos com contra-vontades, em uma carpintaria cênica, orquestrando fundo musical, jogo de luzes de spots e holofotes coloridos, expressão facial e corporal, dança, presença cênica e carisma, controle de voz... a "Arte Total" que dizia Wagner.

Então somente do Teatro vasto e numeroso em obras, com comédias e tragédias de inúmeros autores, do volume desta masa crítica quantitativa poderia emergir a qualidade ..e então pode surgir um Cinema de filmes- películas com temas diversificados e histórias sem clichés, excelentes diálogos inteligentes e com a ênfase do movimento de câmeras/enquadramentos e edição/montagem (Einsenstein o russo) e ritmo de ação, fundo musical, , explorando cenários novos e diversificados da geografia (que o Brasil tem de sobra).

Isto é a lista de ingredientes mínimos com os quais se faz "Cinema de Autor", dos "Cahiers de cinemá", sétima arte.

Depois disto tudo já ser consolidado, e só com a linguagem visual de câmera cinematográfica e story boards, que pode vir a surgir uma História em Quadrinhos autoral (Nona Arte) de interesse, sem ser imitação barata copiando super-herois mascarados musculosos e vestidos de colantes apertadinhos com cores berrantes, plagiados dos USA, e nem Mangá japonês infantilizado (até o Hentai tem histórias superficiais e diálogos breves e fúteis).

Tudo isto, desde a Literatura oral ou de cordel até os contos, peças de teatro, cinema e quadrinhos, tudo, mas tudo mesmo precisará ter estrutura, como descreve Aristóteles na "Poética", atendendo o tripé ETHOS - PATHOS - LÓGOS.

Além de personagens com passado, motivações, psicologia, hobies/passatempos, religião, família, contra-vontades



...e atuando e cumprindo os papéis ou funções narrativas que classificou Propp na obra "Morfologia do Conto Fantástico".

E os pretendentes a autores precisam tambem ter repertório, bagagem, de ter lido MUITO as literaturas e autores de todos países



... e no mínimo os épicos: Ilíada, Odisséia, Eneida, Lusíadas... Epopeia de Gilgamesh, Mahabarata, Mitologia Greco-Romana, Contos de Fadas, Mil e uma noites, Sagas Nordicas tipo Beowulf, óperas como "Anel dos Nibelungos" de Wagner, Guilherme Tel, etc..



ou seja, ter base na alta cultura em todas as formas, como recomenda Rilke no livro "CARTAS A UM JOVEM POETA"... e andar sempre com lápis e caderno anotando ideias, como ensina Mayakowysky no livro "COMO FAZER VERSOS".

Só então teremos personagens amados perlo povo como JUCA PATA de Belmonte
e AMIGO DA ONÇA de Péricles.












Teria muito mais dicas importantes que não lembro agora e precisaria pensar com mais calma... mas estas são o minimo do mínimo do início para o principiante..

Não depende apenas do esforço e dedicação individual mas de existir um "em torno", um ambiente no qual diversos autores interagem e isto vai desenvolvendo um público interessado, consumindo habitualmente as obras, no que se chama "MERCADO".

Trecho de uma conversa minha Flavio Calazans com meu amigo José Valcir, que sugeriu o título "O mínimo para fazer história em quadrinhos no Brasil". .















"O que é de se lamentar MESMO é que roteiros engajados viram panfletos de mera propaganda política rasteira e de curto prazo...meros panfletos descartáveis.

Obras produzidas sob encomenda de um programa ideológico autoritário e centralizador , obras atendendo a uma agenda de Gramsci de "aparelhamento" (marxismo cultural) a serviço de "palavras de ordem" e slogans mandados repetir nesta semana pelos caciques dos partidos vermelhos (PT, PSOL, PCdoB, PDT etc.)

E esta tragédia é o que faz de tudo produzido mera obra datada que perde a mensagem e se torna descartável em pouco tempo, vida util cultural de curto prazo, reduz tudo a charge editorial jogada fora com o jornal de ontem.

...um país cujos artistas caem na armadilha socialista nada produz de durável ( pesquise o poeta da URSS Vladimir Vladimirovitch Maiakovski (em russo: Владимир Владимирович Маяковский) que cometeu suicídio ao conscientizar-se do regime comunista-socialista a cujo serviço empregou seu talento pervertendo sua obra)

(exemplificando como comprovação a Argentina Mafalda do marxista e chargista Quino, que fez tanto sucesso, a maioria das histórias e quadrinhos dela tratam da OLP e perderam toda graça e sentido para o leitor de hoje tornando a obra desinteressante e reduzindo suas republicações o que em breve vai a relegar ao total e completo esquecimento do público em geral, somente sendo ainda conhecida por meia duzia de pesquisadores e colecionadores criteriosos e dedicados)

...basta pesquisar nas artes do Brasil quantos filmes de cinema, quantas peças de teatro, quantos livros e quantas canções da MPB são de sucesso e comentadas pelo povo na rua...

...tudo torna - se descartável e modismo passageiro deste semestre a servico da pauta politico eleitoral desta semana ...e nós os esquecemos a seguir

...por acaso há um dramaturgo celebrado e de sucesso que todo mundo conhece como foi Nelson Rodrigues montando peças hoje?

- Existe algum personagem de empatia popular adorado como o "Amigo da onça" ou o anterior "Juca Pato" desde a patrulha ideológica coaptar nossos quadrinhistas e chargistas?

- Alguma série de streaming ou TV de sucesso popular como "Vigilante Rodoviário"?

- Algum filme de cinema como os de Mazzaropi?



Obras que ninguém assiste e quem viu já esqueceu, tediosas palestrinhas arrogantes, petulantes, superficiais, imaturas, pueris, infantis, fingindo dar aulinhas com uma superioridade hipócrita e insultos à inteligencia do público, pedantes e pirracentas, insuportáveis.

Triste é a nação cujos artistas caem no sofisma do socialismo autoritário..produzem obras rasas e descartáveis sendo relegados ao esquecimento.

arte engajada dura menos tempo na nossa memória que uma fofoca ou rumor, ou uma fake news desmascarada em poucas horas pelas redes sociais na Internet..

nunca foi tão adequado o provérbio "mentira tem perna curta".

A energia dispendida em vão pelos chargistas a serviço destas palavras de ordem e pautas de Gramsci (marxismo cultural) faz deles autores distantes do WolksGeist e descartáveis..

reduzem-se a ser mera massa de manobra de políticos ambiciosos e corruPTos.

Esta é minha opinião que você pediu Robson."

Ofereço de consolo meu pirulito vermelho para o artista infantil que cai na esparrela da ideologia rubra- CHUUUPA !






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