Uma tarde de tertúlia. "Idem velle, idem nolle" - Flávio Calazans zans zans © - suɐzɐlɐɔ .

Uma tarde de tertúlia.

Uma agradável tarde entre as flores degustando chá de hibisco com cravo e mel de flores silvestres.

O lanche frugal e estoico foi de brusqueta (ou bruschetta) que é um antepasto italiano clássico da Toscana, composto por fatias de pão rústico tostadas, crocantes, esfregadas com alho, regadas com azeite de oliva e cobertas com tomate e manjericão com o queijo derretendo.



Nem sentimos as horas passarem numa conversa fluente e livre, prazeirosa, no deleite da amizade na prosa espontânea desta tertúlia .

"Idem velle, idem nolle" é uma expressão latina que significa "querer o mesmo e rejeitar o mesmo". Atribuída a São Tomás de Aquino (popularizada na Suma Teológica), define a essência da verdadeira amizade: compartilhar valores, princípios, desejos e aversões profundas, indo além de simples afinidades de gostos.

A frase completa é "Ubi vera amicitia est, ibi idem velle, et idem nolle, tanto dulcius, quanto sincerius" ("Onde está a verdadeira amizade, aí está o mesmo querer e o mesmo não querer, tanto mais agradável, quanto mais sincero").



Flávio Calazans zans zans © - suɐzɐlɐɔ

Comentários

  1. - "Há dois riscos ameaçando a busca religiosa, muito embora o ascetismo seja uma disciplina lenta, a abordagem mística apresenta dois perigos para a alma.

    1) Egoísmo Espiritual – a busca foca tanto na própria alma que esquece dos outros, esquece da caridade em uma busca individual, isolada, até eremita. Este é o perigo de ordem Ética e Política.

    2) Identificação com Deus – o místico se confunde e delira que Deus se dissolve nele, como o poeta indiano Kabir “o Oceano inteiro entrou na minha pequena gotinha”, ou o sufi Al Hallaj gritando na praça “eu sou Deus” (Ana al Haqq). Este é o perigo de ordem cognitiva.

    Os dois perigos são contornados por São Francisco de Assis, a Ordem Franciscana baseia-se na prática continuada de amor ao próximo, ao dizer poeticamente “Irmão Sol, Irmã Lua” reforça sermos todos e tudo criados por Deus Pai, portanto todos filhos do mesmo pai e irmãos; assim você não corre o perigo nem do egoísmo místico nem na identificação da criatura com O Criador”.

    (resumo do exposto no livro “A Escolástica”, volume 15 da coleção “História Essencial da Filosofia” editora É realizações, 2006, páginas 25 e 26, de Olavo de Carvalho).

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