INÚTIL - Flávio Calazans zans zans © - suɐzɐlɐɔ
Inútil é quem não serve ao Partido, o dissidente, este deve ser eliminado no expurgo ao ser denunciado pelos camaradas seus vizinhos ou parentes, ou colegas de trabalho rivais competindo com ele pela promoção, como na Revolução Cultural de Mao Tsé Tung na China. O inútil é quem sabe ler ou usa óculos, como definiu Pol Poth do Khmer Vermelho no Camboja, pois a revolução socialista só precisa de camponeses (foice) e operários braçais (martelo) e estes não precisam saber ler, basta serem treinados para o trabalho designado pelo partido. Inútil é quem discorda ou não aceita totalmente a pauta de hoje do partido, e então deve ser apagado das fotografias, como ensinou Stalin na URSS. Inútil é que não repete a palavra de ordem do dia do partido e vai para reeducação vitalícia no Gulag ou para o castigo de ser torturado no Helicoide da Venezuela. Inútil é a família que não entrega suas cr1ança5 para a milícia do partido ter recreação sexual. Inútil é todo tovarish que não tem a car...

- "Há dois riscos ameaçando a busca religiosa, muito embora o ascetismo seja uma disciplina lenta, a abordagem mística apresenta dois perigos para a alma.
ResponderExcluir1) Egoísmo Espiritual – a busca foca tanto na própria alma que esquece dos outros, esquece da caridade em uma busca individual, isolada, até eremita. Este é o perigo de ordem Ética e Política.
2) Identificação com Deus – o místico se confunde e delira que Deus se dissolve nele, como o poeta indiano Kabir “o Oceano inteiro entrou na minha pequena gotinha”, ou o sufi Al Hallaj gritando na praça “eu sou Deus” (Ana al Haqq). Este é o perigo de ordem cognitiva.
Os dois perigos são contornados por São Francisco de Assis, a Ordem Franciscana baseia-se na prática continuada de amor ao próximo, ao dizer poeticamente “Irmão Sol, Irmã Lua” reforça sermos todos e tudo criados por Deus Pai, portanto todos filhos do mesmo pai e irmãos; assim você não corre o perigo nem do egoísmo místico nem na identificação da criatura com O Criador”.
(resumo do exposto no livro “A Escolástica”, volume 15 da coleção “História Essencial da Filosofia” editora É realizações, 2006, páginas 25 e 26, de Olavo de Carvalho).