INÚTIL - Flávio Calazans zans zans © - suɐzɐlɐɔ
Inútil é quem não serve ao Partido, o dissidente, este deve ser eliminado no expurgo ao ser denunciado pelos camaradas seus vizinhos ou parentes, ou colegas de trabalho rivais competindo com ele pela promoção, como na Revolução Cultural de Mao Tsé Tung na China. O inútil é quem sabe ler ou usa óculos, como definiu Pol Poth do Khmer Vermelho no Camboja, pois a revolução socialista só precisa de camponeses (foice) e operários braçais (martelo) e estes não precisam saber ler, basta serem treinados para o trabalho designado pelo partido. Inútil é quem discorda ou não aceita totalmente a pauta de hoje do partido, e então deve ser apagado das fotografias, como ensinou Stalin na URSS. Inútil é que não repete a palavra de ordem do dia do partido e vai para reeducação vitalícia no Gulag ou para o castigo de ser torturado no Helicoide da Venezuela. Inútil é a família que não entrega suas cr1ança5 para a milícia do partido ter recreação sexual. Inútil é todo tovarish que não tem a car...
ENTREVISTA CALAZANISTA
ResponderExcluirhttp://www.amigosdacultura.com.br/layout/layout2.php?cdConteudo=31&codigo=25
Entrevistas Flávio Calazans:
“Não tenho visto nada que mereça uma segunda olhada“
1) Você foi o editor da fanzine Barata, que revelou diversos artistas como Bar, Érika Saheki, Gazy Andraus entre outros. Como foi produzir este trabalho?
"Hoje vejo como muito gratificante. A Barata durou de 1979 até este século XXI, uns vinte anos ou mais, começou despretenciosamente como um jornal mimeografado de escola para chegar a ser Microfilmada e escaneada para arquivos como da Diet japonesa Biblioteca do Congresso dos USA e diversas BDtecas e Gibitecas pelo mundo todo.
Na verdade, a inspiração da Barata veio do "Zap Comix" de Robert Crumb.