Meu Pesadelo de ontem daria um bom curta metragem de terror com fantoches Flávio Calazans zans zans © - suɐzɐlɐɔ
Tive outro pesadelo hoje.
Eu estava em uma república tipo o prédio residencial de estudantes do Crusp de uma universidade federal.
Todas paredes eram pixadas com palavrões e slogans de esquerda ou "VIVA HAMAS" e com pôsters de Che Guevara e Lula.
Mas o surreal era que todos os estudantes eram aqueles marionetes dos Muppets.
Todos eram cobertos de tatuagens e piercings enormes e suas camisetas eram sempre vermelhas com a estrela amarelo da China/exército vermelho da URSS de Trotsky, ou foice e martelo, ou logotipo do MST e aqueles lenços palestinos nos ombros.
Todos eram muito feios, deformados, muito mais caricaturais do que os muppets e disformes, um braço maior que o outro, uma perna mais curta. Olhos de tamanhos diferentes, pareciam feitos de remendos e restos de outros bonecos.
Eles olhavam seus celulares e em seguida gritavam as frases de propaganda que tinham lido na tela.
Os outros olhavam também nos celulares e repetiam as mesmas frases gritando com ódio todos juntos como um coral. Uma só voz..
Os rapazes eram todos de voz fina e gestos exagerados desmunhecando, se sacudiram gritando com histeria e eles falavam palavras-de-ordem uns para os outros, não havia comunicação, somente estes gritos finos agudos, histéricos e usavam o lenço palestino e gritavam HAMAS, alguns pisoteavam bandeiras dos USA e de ISRAEL, outros quebravam crucifixos e estatuas de santas num frenesi frenético.
As moças todas tinham aquela franjinha e cabelo pintado de azul e muito peludas, pernas e axilas, falavam também aos gritos com muita raiva as palavras de ordem feministas e outros slogans iguais aos dos meninos.
Eles não entendiam o que eu falava e só respondiam com slogans: "soberania", "meu corpo minhas regras", "aquecimento global", "manterrupt", "sou vegana", "sou mulher safica", "feto não é ser humano", "Lógica do Assalto", "desencadeamento das vítimas da sociedade" etc.
Muitos sentados no chão fumavam narguiles, outros encostados nas paredes imundas bafejavam fumaça de charutos de Havana que pareciam de maconha.
Alguns se beijavam grotescamente, forçado, se apalpando explicitamente de forma sexual extremada, sem carinho nem ternura, era muito violento e parecendo ser para exibir-se, os beijos de língua eram sempre somente menina com menina ou menino com menino.
Desci para o pátio e o chão era todo só de areia seca, não havia grama e as poucas árvores não tinham folhas, pareciam mortas e secas, nenhuma plantinha em todo o enorme pátio entre os prédios...havia montes de lixo por toda parte, latinhas de cerveja, absorventes menstruais usados, papéis com fezes, e vi dois dos rapazes urinando num muro enquanto conversaram, não recordo de cheiro no sonho mas deveria feder como um banheiro de rodoviária ou posto de gasolina de estrada.
Então percebi que entre as dúzias de muppets de vermelho tatuados e com piercings havia algumas pessoas normais, humanos.
Não eram marionetes, pessoas de verdade.
E tinham livros nos braços, os muppets não tinham livro nenhum com eles.
Fui falar com um casal destes estudantes, um rapaz e una moça, pareciam namorados mas não estavam de mãos dadas e evitavam demonstrar ser um casal, sorriram para mim e conversaram normalmente, educados e racionais, construiam frases, pensavam com coerência lógica.
Perguntei o que acontecia com os outros mas eles se entreolharam assustados e mudaram de assunto, cono se fosse proibido falar do óbvio, que os outros eram marionetes de espuma, muppets, não eram pessoas, seres humanos, não tinham alma nem pensamento, viam pelo celular as ordens do que fazer e dizer.
Perguntei por onde sair e me disseram gentilmente, mas tomavam cuidado, falavam baixo e não apontaram o caminho só explicaram de ir até a árvore seca, virar a direita e contornar o DCE que era o prédio mais coberto de pixacao e grafites de foice e martelo e uma parede inteira não pixada com um enorme rosto de Che Guevara sobre a parede vermelha, na janela vi uma esvoaçante e enorme bandeira da palestina.
Vi um grupo em fila que iam em uma parede e cuspiam escarro numa foto do Bolsonaro, os da fila gritavam debochando e chamavam outros que estavam passando e todos tinham de entrar na fila do cuspe, parecia um tipo de ritual.
Uma muppet colocou uma foto do bolsonaro no chão e defecou nela em publico com a maior facilidade, e foi se juntando um monte de muppets a incentivando e aplaudindo as gargalhadas.
No pátio três ou quatro muppets meninos jogavam futebol bem desajeitados com uma bola que era una réplica da cabeça do Bolsonaro, mas só iam chutando, passando um pro outro, não havia um gol demarcado, era um simulacro de jogo e eles não pareciam estar se divertindo, fingiam ter prazer naquilo.
Percebi que os poucos humanos entre os muppets me olhavam mas tinham medo de falar comigo. Eles usavam roupas de outras cores e se destacavam da multidão de marionetes de vermelho, pois tinham estatura hunana e os muppets eram todos baixinhos como criancas..
Eu ainda estava procurando a saída quando acordei suado e agitado.
Não consegui voltar a dormir e tive insônia o resto da noite.
Flávio Calazans zans zans © - suɐzɐlɐɔ




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