"Justiça de Polemarco" no Brasil de hoje para quem leu Platão - Flávio Calazans zans zans © - suɐzɐlɐɔ o calazanista
- "Justiça é fazer o maL aos meus desafetos e inimigos e ajudar meus amigos". Polemarco
No Livro I de A República, Platão, através de Sócrates, discute e refuta a definição de justiça apresentada por Polemarco, que a via como
"fazer bem aos amigos e mal aos inimigos".
Aqui estão os pontos principais sobre esse debate:
A Definição de Polemarco: Influenciado pelo poeta Simônides, Polemarco sugere que a justiça consiste em dar a cada um o que lhe é devido, interpretando isso como ajudar os amigos (que são bons) e prejudicar os inimigos (que são maus).
Refutação de Sócrates (A Virtude):
Sócrates argumenta que a justiça é uma virtude (um bem) e, portanto, não pode produzir mal.
Prejudicar alguém — seja amigo ou inimigo — torna essa pessoa pior, o que contraria a função da justiça, que é promover o bem.
O Erro de Julgamento:
Sócrates aponta que podemos nos enganar, considerando amigos aqueles que parecem honestos, mas não são, e inimigos os bons, o que levaria à injustiça de ajudar os maus e prejudicar os bons.
Justiça como Harmonia:
Para Platão, a justiça verdadeira não se baseia em favorecer grupos externos (amigos), mas sim na harmonia interior da alma e na ordem da cidade (pólis), onde cada parte cumpre sua função racionalmente.
Em suma, Platão rejeita a ideia de que a justiça seja parcial ou baseada em lealdades pessoais, defendendo que ela é um princípio absoluto de bondade e ordem, incapaz de causar dano a qualquer pessoa.
Tende piedade de nós.
Livrai-nos do maL.
. Flávio Calazans zans zans © - suɐzɐlɐɔ o calazanista .
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