PROSTITURISMO - A IMAGEM INTERNACIONAL DO TURISMO SEXUAL NO BRASIL - O “PROSTITURISMO” NO MARKETING TURÍSTICO. e Carnaval

A IMAGEM INTERNACIONAL DO TURISMO SEXUAL NO BRASIL - O “PROSTITURISMO” NO MARKETING TURÍSTICO.

Fernando Carrazedo Feijó- Professor de Marketing do Turismo no Centro Estadual de Educação Tecnológica de Paula Souza-São Paulo .

Flávio Mário de Alcântara Calazans - Doutor pela ECA-USP, Professor da UNESP/Cásper Líbero -São Paulo.

RESUMO:

Pesquisa Exploratória do Turismo Sexual no Brasil; a imagem de prostituição exportada pela mídia no Carnaval e Telenovelas. Descrição do segmento de mercado do turismo single cujo perfil do consumidor é masculino (heterosexual e homosexual), entre 25 a 60 anos, oriundo da União Européia e EUA, preferindo pedofilia com crianças brasileiras entre 11 a 17 anos de idade, com 500 mil crianças prostituídas no Brasil e rendendo 47 bilhões de dólares-ano somente no segmento gay dos EUA.

PALAVRAS-CHAVE:

Turismo Sexual, Imagem, Marketing, Prostituição, Homosexualismo.

ABSTRACT:

This is a Exploratory Researche of the Sexual Tourism in Brazil; the prostitution image exported by the media in the Carnival and Soap operas. Description of the segment of market of the tourism single whose the consumer's profile is masculine (heterosexual and homosexual), among 25 to 60 years, originating from of the European Union and USA, preferring pedofilia with Brazilian children among 11 to 17 years of age, with 500 thousand children prostituted in Brazil and yielding 47 billion dollar-year only in the gay segment in the USA.



WORD-KEY:

Sexual tourism, Image, Marketing, Prostitution, Homosexual.


RESUMEN:

Éste es un Researche Exploratorio del Turismo Sexual en Brasil; la imagen de la prostitución exportada por los medios de comunicación en el Carnaval y culebrones. La descripción del segmento de mercado del turismo solo de quien el perfil del consumidor es masculino (el heterosexual y homosexual), entre 25 a 60 años, originando de de la Unión europea y EE.UU., prefiriendo el pedofilia con los niños brasileños entre 11 a 17 años de edad, con 500 mil niños prostituidos en Brasil y sólo rindiendo 47 mil millones dólar-año en el segmento GAY en el EE.UU..

PALABRA-IMPORTANTE:

El turismo sexual, la Imagen, el Mercadeo, la Prostitución, el Homosexual,.

RÉSUMÉ:

C'est un Researche D'exploration du Tourisme Sexuel au Brésil; l'image de la prostitution exportée par les médias dans le Carnaval et soap-opera. Description du segment de marché du tourisme seul à qui le profil du consommateur est masculin (hétérosexuel et homosexuel), parmi 25 à 60 années, provenir de l'Union européenne et USA, préférer pedofilia avec les enfants brésiliens parmi 11 à 17 années d'âge, avec 500 mille enfants se prostitués au Brésil et céder seulement 47 année de milliard dollars dans le segment gay dans l'USA.

MOT CLEF:

Tourisme sexuel, Image, Marketing, Prostitution, Homosexuel,

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1.INTRODUÇÃO

Objetiva-se efetuar uma Pesquisa Exploratória realizando um levantamento da imagem internacional do Brasil como local propício para práticas de turismo sexual e o perfil do consumidor desta modalidade turística, suas preferências e estilo de vida; a metodologia empregada será a coleta de material de divulgação e matérias jornalísticas em livros, revistas e websites da Internet.



2. A IMAGEM INTERNACIONAL DO BRASIL: DO TURISMO SEXUAL AO “PROSTITURISMO” "Pode fazer o que quiser dela, excepto matá-la"

2.1. BABILÔNIA- SODOMA, BRASIL.

..."Ali andavam entre eles três ou quatro moças, bem novinhas e gentis, com cabelos muito pretos e compridos pelas costas; e suas vergonhas, tão altas e tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que, de as nós muito bem olharmos, não se envergonhavam...".

..."E uma daquelas moças era toda tingida de baixo a cima, daquela tintura e certo era tão vem feita e tão redonda, e sua vergonha tão graciosa que a muitas mulheres de nossa terra, vendo-lhe tais feições envergonhara, por não terem as suas como ela..." (www.descobrimentoo.hpg.ig.com.br/)

A reprodução desse trecho da Carta a El Rei D. Manuel de Pero Vaz de Caminha em 1º de Maio de 1500, é primeira peça de comunicação feita sobre o Brasil, a qual demonstra que a exploração sexual do Brasil começou já na época do descobrimento, as palavras de Caminha enaltecendo as qualidades da índia brasileira ressaltando seus atributos físicos (com destaque para a genitália depilada “vergonhas tão limpas das cabeleiras) e seu comportamento desinibido (“de nós muito bem olharmos, não se envergonhavam”).

Além desta peça escrita, somam-se desenhos e gravuras posteriores, as pinturas de artistas da época, que povoam em grande número os nossos livros de história e galerias de arte, os quais sempre exploraram essa imagem da mulher nua, disponível e exótica. Pelo que pode-se perceber, o turismo sexual já era objeto de divulgação mesmo nos primórdios do País.

A escravatura, processo que se arrastou por mais de 350 anos no Brasil, e sendo o último lugar no mundo a libertar seus escravos, ainda carrega essas marcas até hoje.

"O fato de que os senhores de engenho se serviam de suas escravas, no país que foi o último a abolir a escravidão, mostra ainda mais o preconceito, porque elas eram tratadas como objetos sexuais, Uma série de estigmas sobre a mulher negra nasceu daí, desse regime oligárquico disfarçado de democracia que é, mulatis mutandis, o que ainda vigora no Brasil de 2001." (Figuras 1 e 2) (Estado de São Paulo - Caderno 2 -01/07/2001)

O grande impulso para esse segmento de turismo foi entre anos 70 e 80. O Turismo acenava como a “Indústria do Futuro”, e começou a receber investimentos em todos os países do mundo, sendo sempre citado como uma solução para crises financeiras e um segmento econômico de grande perspectiva de crescimento. De acordo com a Economia, tem-se como parâmetro o exemplo de que para se gerar uma vaga de trabalho na indústria automobilística é necessário o investimento de R$ 170 mil, enquanto no turismo com apenas R$ 40 mil, cria-se uma vaga direta em um hotel ou com R$ 10 mil uma vaga no setor de alimentação

"Turismo é mais uma esperança de efeito supostamente messiânicos que se soma às promessas milagrosas. No entanto, apesar de milhares de quilômetros de praias, de regiões quase míticas no repertório mundial, como a Amazônia ou Pantanal; apesar ainda, de índices invejáveis de isolação; de música, mulatas ou clima de eterno carnaval, o Brasil não consegue sequer igualar-se à vizinha Argentina"(Eduardo Yázigi - Turismo: uma esperança condicional - Página 15) A partir daí, o Brasil através de seu órgão responsável, a Embratur - Instituto Brasileiro de Turismo, iniciou campanhas de propaganda tentando vender o País, como um destino de turismo dos mais ricos no mundo. A propaganda utilizada pela Embratur nos anos 70 e 80, enaltecia não só as belezas naturais, mais também a sexualidade da mulher brasileira, os cartazes de divulgação, folders, filmes publicitários e a participação de congressos mundiais sobre turismo, a participação da mulata e negra brasileira era presença certa, sempre vestindo trajes sumários, a transmissão via satélite dos desfiles de carnaval, onde as mulatas eram os principais focos de atenção, a transmissão pela televisão dos tradicionais bailes de carnaval do Rio de Janeiro, onde a pouca roupa das mulheres saltava os olhos ou então do mais famoso e exótico baile, realizado pela casa de espetáculos Scala, o “Gala Gay”, onde mulheres, travestis e homens se misturavam, imagens essas que seguiam para todo mundo divulgando a promiscuidade do povo brasileiro. Festividades como os bailes carnavalescos, destacando o “Gala Gay”, fornecem ao imaginário do possível turista uma imagem de sexualidade desmedida e libertinagem cujo eco arquétipo ou subliminar no inconsciente do consumidor europeu ou norte-americano faz ecoar recordações de cidades onde tudo seria permitido, como as bíblicas “Babilônia” ou “Sodoma e Gomorra”, recordando que sexo anal é denominado Sodomia, acrescidas do exotismo da imagem das índias e mulatas ou negras, estimulando fantasias sexuais de perversão e taras dignas das descritas em livros como “120 dias de Sodoma” do escritor europeu Marquês de Sade (De Sade surge o termo "sadismo" para designar a algolagnia ativa-prazer em causar dor, e de Leopold Masoch surge o "masoquismo" como prazer em receber estímulos fortes de dor, como bem encarna o arquétipo SM o símbolo de exportação brasileiro da jovem "Tiazinha"). "Segundo informações fornecidas por técnicos da própria EMBRATUR - Empresa Brasileira de Turismo, este órgão teria sido um dos responsáveis pela consolidação do Brasil como rota do Turismo Sexual, já na década de 80. Através da sua política de propaganda, associando a imagem da mulher nativa às paisagens naturais, bem como às festas populares (o Carnaval é o maior exemplo delas), a EMBRATUR teria atraído a atenção, tanto de turistas quanto de agenciadores nacionais e internacionais, para as potencialidades de exploração desse mercado." (figura 3)

"A imagem de sensualidade, erotismo e liberdade sexual que alimenta as fantasias dos homens no exterior a respeito das mulheres brasileiras, sobretudo negras e mulatas. Essa imagem é projetada não apenas através de propaganda turística, mas também da literatura e cinema nacionais (tais como mulheres nas obras de Jorge Amado); de tournées de shows e musicais brasileiros no estrangeiro (por exemplo, os shows" do empresário Sargentelli e suas "mulatas de exportação" as apresentações de grupos de pagode com dançarinas, - ou mesmo da exportação de novelas da televisão."(CHAME http://tsunami.elogica.com.br/melhores/turismo/infotur/fc0018.htm)

Essa situação começou a mudar no início da década de 90. A pressão internacional sobre as condições sociais no Brasil, fez com que o Governo promulgasse da Lei 8089/90 - "Estatuto da Criança e do Adolescente", e através dos princípios que estavam dentro dessa Lei, fizeram o País a tomar ações para combater o turismo sexual, trabalho e prostituição infantil. Essa Lei não incluía a mulher adulta, vítima também dessa condição social criada por séculos de abandono.





2.2. TURISMO SEXUAL: O BASTARDO DO MARKETING TURÍSTICO

O turismo sexual, filão bastado do segmento de turismo, é ignorado pela maioria dos autores que estudam segmentação de mercado em turismo, embora citem em alguns trechos seus atrativos, a simples idéia que esse segmento exista, causa sensações desagradáveis em todo os membros do mercado internacional do turismo. Ele engloba vários fatores de exploração do Ser humano no planeta, o tráfico de crianças, adolescentes e mulheres com fins sexuais, prostituição, escravização, tráfico de drogas e outras formas de violência e crimes, fazendo com que o turismo sexual seja um mal a ser combatido e condenado tanto no plano ético quanto no aspecto jurídico.

Esse segmento é à parte do mercado turismo que mais cresce em todo o mundo e principalmente no Brasil, começando a tomar proporções gigantescas. A falta de emprego, educação, saúde e de condições básicas para que as famílias possam criar seus filhos, fortalece o crescimento do turismo sexual que é alimentado da miséria, ignorância e fome. A situação foi discutida durante o I Congresso Mundial Contra a Exploração Sexual de Crianças, realizado em Estocolmo em 1996, onde dados estarrecedores foram revelados:

"A Ásia é continente mais atingido, com cerca de 600 mil crianças prostituídas nas Filipinas, 300 mil na Índia, 250 mil na Tailândia, 200 mil na China e 30 mil no Sri Lanka e no Nepal.(...)

(...)Os tentáculos desta rede ignominiosa internacional estendem-se desde o Brasil, com 500 mil crianças prostituídas, e os Estados Unidos, com 300 mil, até os países da Europa..." (Revista Miriam - Exploração Sexual das Crianças - A Pedofilia - Lucílio N. Galvão - novembro de 1996)

O Turismo Sexual é o que mais cresce, primeiro por falta de legislação em certos lugares ou por negligência das autoridades, que deveriam estar protegendo essas pessoas, as meninas e adolescentes são recrutadas por gigôlos, agravando ainda mais a situação dessa indústria. "El funcionario dijo no contar con datos sobre el número de niños y niñas obligados a prostituirse, pero denunció que tanto en Europa como en Estados Unidos se promociona a Costa Rica por el sistema "Internet" como un destino de turismo sexual infantil."(La Prensa - Costa Rica admite aumento de prostitución y turismo sexual infantil - 22/08/1996) Mercado promissor, gerando milhões de dólares em todo mundo, sendo um dos principais fatores do crescimento absurdo desse segmento, dele participam, além dos exploradores, motoristas de taxi, donos de boates, bares, hotéis, internet, vídeos e muitos outros que vivem de explorar e facilitar a vida dos turistas sexuais. "A Tailândia é considerada o paraíso do sexo. O país oferece os mais variados serviços nesse campo: pacotes turísticos organizados, prostituição a domicílio, sexo de adolescentes e meninas de tenra idade e até exportação de mulheres.(...)"

"As pesquisas estimam que, atualmente, o tráfico de tailandesas para o exterior carreia para o país cerca de US$ 15 bilhões por ano! O turismo sexual, internamente, gera mais US$ 5 bilhões. Ou seja, o sexo representa um mercado de US$ 20 bilhões o que equivale a 2/3 do PIB do país (Banckok Post, 05-04-96). Há na Tailândia cerca de 4 milhões de prostitutas sendo 1 milhão de menores de 18 anos."(O Jornal da Tarde - José Pastore - Trabalho e turismo Sexual - 13/02/1997)

A realidade no Brasil não é muito diferente, os aspectos de pobreza, fome e falta de perspectivas de vida, fazem com que cada vez mais crianças atravessem essa linha, caindo nas garras dessa rede que se espalha por todos os lados, principalmente em locais onde a atividade turística é mais forte. Cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Natal e muitas outras capitais, são os destinos mais freqüentes dos turistas sexuais, não só os estrangeiros, mas também os brasileiros. É normal ver nas praias durante o dia ou ao cair da noite nas cidades turísticas, meninas e adolescentes, saindo para "pescarem" um turista.

Em 1996, a Embratur lançou uma campanha de caça ao turista sexual estrangeiro, pois acreditava que esse era o principal "cliente" para o segmento, o que acabou não se concretizando:

"No período de sua criação, o programa tinha como alvo principal o turismo sexual ("Diga não ao Turismo Sexual - Cuidado, o Brasil está de olho"), devido ao fato de se acreditar que crianças e adolescentes eram mais freqüentemente vítimas de esquemas de exploração sexual praticados para estrangeiros. Através dos dados estatísticos colhidos a partir das denúncias recebidas, observou-se que o maior quantitativo de denúncias é de exploração sexual praticadas por brasileiros em qualquer município do país contra crianças e/ou adolescentes brasileiros, ficando as denúncias de turismo sexual em um percentual de apenas 9,8% (no período de 05/02/97 a 30/04/97) e cerca de 6% ao longo de todo o programa até o momento. Portanto, a partir do mês de maio de 1997, o programa passou a trabalhar com um teor mais abrangente, já que o turismo sexual por estrangeiros, apesar de importante, não era o único e nem o mais denunciado entre os crimes."(Sistema Nacional de Combate à Exploração Sexual Infanto-Juvenil - http://www.abrapia.org.br/Missao/sincesca.htm)

Mas afinal o que é esse turismo sexual, dentro da bibliografia pesquisada, não encontramos referencias claras a respeito deste tipo de turismo, pode caracterizado com o segmento de "turismo single"(3), que é formado em sua essencial, de pessoas de estado civil, solteiros ou separados, mas com um poder aquisitivo razoável, e tem co-relação com o turismo gay, outro segmento que cresce muito no turismo.

"Grande parte dos homens que usufruem desses serviços são casados e com família nos seus países de origem. O público masculino tem em média 35 a 60 anos. Têm aqueles que se interessam apenas por crianças e adolescentes, como é o caso dos japoneses, que preferem manter relações sexuais com virgens, e outros, que não faz distinção de idade. Podemos citar também como exemplo desse tipo de turista, os homossexuais e um pequeno contingente de mulheres, mas a predominância é de heterossexuais do sexo masculino."(Projeto Chame - http://planeta.terra.com.br/turismo/turismosexual/tshistorico.htm)

Os principais paises emissores destes turistas, Alemanha, Holanda, Suécia, Estados Unidos, Itália, Grã-Bretanha, Dinamarca, Áustria, Espanha e Suíça. Configurando os países ricos como emissores e conseqüentemente os países mais pobres e subdesenvolvidos se tornam os receptores, a relação do poder financeiro caracterizando a globalização do turismo sexual, tornando assim cada vez maior esse segmento bastardo. Países Europeus começam também a coibir os abusos de seus compatriotas, campanhas como a realizada pela RAI (Rede de TV Italiana) e imprensa Italiana, começam a tomar corpo:

"No spot, um turista asiático é abordado em pleno centro de Roma por um Italiano que lhe oferece uma jovem por 100 dólares dizendo:

- "Pode fazer o que quiser dela, excepto mata-la" (...)

"Se isto acontecesse à tua filha, isto horizava-te não era? Quando fores ao estrangeiro, pensa nisto. Uma criança será sempre uma criança, não importa onde no mundo".(STOP ao turismo sexual - http://pintopc.home.cern.ch/pintopc/www/vqp/97/vqp2897.htm)

A França está no mesmo caminho, em outubro de 2000, julgou um cidadão francês, Amnon Chemouil, acusado de fazer turismo sexual na Tailândia, onde abusou sexualmente de uma menina de 12 anos, o abuso ocorreu na cidade de Pattava, um balneário localizado no Golfo da Tailândia. Este foi um precedente que nunca ocorreu na história francesa. No Vaticano o papa João Paulo II condenou o turismo sexual, os centros de férias que estão fora da realidade dos países de 3º mundo e o turismo de massa, que produz subculturas, degradando as comunidades locais, tirando suas identidades e tradições.

"Con las recientes restricciones y operaciones en contra del turismo sexual en Tailandia y otros paises asiaticos, incluyendo a Sri Lanka, un numero creciente de turistas del sexo estan llegando a Centroamerica y America Latina, advierte "Casa Alianza", organismo internacional que trabaja con los niños y ninas de la calle del istmo." (Jornal Panamundo: su noticiero internacional - Turismo sexual en Centroamerica)

Segundo o trabalho realizado pelo Projeto Chame (Centro Humanitário de Apoio à Mulher), cita turismo sexual como:

"Sair de férias, conhecer outros lugares e, se possível, encontrar um Príncipe Encantado ou uma Cinderela para compartilhar momentos de lazer e de aventura é fantasia que povoa os sonhos de muita gente. O Turismo Sexual se alimenta desses sonhos. Mas só fica caracterizado como tal quando ocorre o deslocamento de pessoas, de ambos os sexos, para outras cidades, estados, países ou continentes, exclusivamente em busca de aventuras eróticas". (CHAME - http://tsunami.elogica.com.br/melhores/turismo/infotur/fc0018.htm)

O Chame foi implantado em na Cidade de Salvador (Bahia) e pertencente a projeto de extensão do NEIM - Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher, órgão suplementar da Universidade Federal da Bahia.

Mas na verdade o turismo sexual é muito maior, pois não se trata apenas de uma pessoa em busca de uma simples aventura sexual, ele se constitui numa verdadeira indústria de serviços, que apesar de inúmeros esforços de alguns governos e ONGs, continua crescendo e muito.

Com a decadência cada vez maior das indústrias de produtos, o turismo vem acenando como saída para as crises financeiras dos países de terceiro mundo, e a falta de profissionais que realmente saibam respeitar as regras do turismo, ajudam o turismo sexual e também o tráfico de mulheres para prostituição, a serem um negócio cada vez mais rentável. Em certos momentos o poder público passa até apoiar tais manifestações.

"Depoimento de um Secretário de Turismo, publicado pela revista Veja: "Não importa se o turista gasta seus dólares com prostitutas, nos hotéis de luxo ou num shopping center. O que interessa é que eles deixem seus dólares aqui (...) afinal, existem prostitutas em qualquer lugar do mundo".(Veja, no. 1270, 13/01/93, pp.56-57)

2.3. TURISMO SEXUAL OU PROSTITURISMO

Com certeza a prostituição está nitidamente ligada ao turismo sexual. A atividade tenda se adaptar aos novos consumidores, turistas que vem ao Brasil do mundo inteiro querem ter várias opções de lazer e prazer, uns querem ver monumentos, natureza, outros querem mulheres, crianças e até mesmo meninos.

"Talvez o termo adequado para essa prática não seja “turismo sexual”, visto que, como afirma Paulo Lopes, assistente do secretário de turismo do município (Natal - RN), não há nenhum pacote de agência de viagem brasileira ou estrangeira apresentando Natal como paraíso sexual, característica principal do turismo sexual. Adequaria-se melhor aqui “prostiturismo”, termo que mais se aproxima do que realmente ocorre em Natal, pois o que há é uma situação em que a prostituição torna-se uma atividade mais lucrativa quando se tem por clientela os turistas estrangeiros."(Turismo Sexual - Jornal online laboratório do decom/ufrn - http://jornalista.tripod.com/)

O êxito do turismo no Brasil está e sempre esteve ligado a senxualidade feminina, o mito da orla "caliente", faz com que o turista sexual venha cada vez mais. E como contornar esse limiar de tratar bem o turista e ao mesmo tempo combater o "sexotur", afinal o turista do sexo masculino tem grande potencial, pois vindo sozinho ou em grupos de homens, gastam mais dinheiro no turismo, gostam de Carnaval, sexo e outras atrações lúdicas.

"...a putaria virou um business e acabou o romantismo."(Revista Época - Edição 128 - 31/10/2000)

Militares, indígenas e religiosos: Como no início da colonização brasileira a destruição da cultura indigena ainda é muito grande. Nas fronteiras brasileiras da floresta Amazônica, a presença de grupos religiosos, tentando modificar a vida dos nativos, alterando suas culturas e promovendo conceitos dos homens brancos. Na divisa com a Colômbia e Venezuela, as famílias indigenas são obrigadas a morarem em casas separadas, deixanco suas malocas (moradia coletiva) que segundo os religiosos, incentivavam a promiscuidade. E ao mesmo tempo utilização das indígenas como objetos sexuais, pelos militares instalados nestas fronteiras é comum (figura 4). Como a presença de grupos indígenas ainda é numerosal, o assédio dos militares para com as índias é muito forte, eles aproveitam a ingenuidade delas, utilizando-as para realizarem seus desejo sexuais, já que o local é de isolamento total da família. Abrindo um terrível precedente para a promiscuidade das índias brasileiras.

2.3. TURISMO SEXUAL VIRA PESADELO - "ELE FALOU MARAVILHAS"

Situação comentata em todos as mídias do mundo, foi certamente causada pela busca de turismo sexual. A morte de seis turistas portugueses, acontecida no dia 12/08/2001, na Praia do Futuro, em Fortaleza. Os empresários portugueses viajaram para o Brasil em busca de aventura sexual. Encantados pelas palavras do amigo, o também português Luiz Miguel Militão Guerreiro, que morava no Brasil há dois anos. A isca foi a busca de prazer sexual, onde eles foram atraidos pelos dotes das mulheres cearenses, tão declamada por Militão, que na verdade o que queria mesmo era o dinheiro dos amigos.

Segundo a Mulher de Joaquim Fernandes Martins, um dos portugueses assassinados:

" O Militão esteve em Portugal no começo do ano e ficou na casa do Correia Rodrigues. Falou Maravilhas das praias do Nordeste do Brasil e meu marido e seus amigos decidiram viajar aproveitando as férias aqui em Portugal."(Jornal O Estado de São Paulo - "Ele falou maravilhas das praias", diz uma das viúvas - 25/08/2001)

2.4. CARNAVAL: PRAZERES DA CARNE

O Carnaval, festa mais popular do Brasil, é conhecido mundialmente e atrai grande quantidade de turistas de vários lugares do mundo. Foi inicialmente introduzido no País pelos portugueses, o Entrudo, palavra de origem latina que significa "entrada", se modificou muito até ser o que é hoje. O Carnaval brasileiro se tornou sinônimo de mulher nua, ajudando em muito a divulgação do País, como um dos melhores paraísos sexuais do mundo.

"Escolas do Grupo Especial levarão para a avenida um time de gatas que promete fazer a alegria da galera masculina. Nada de plumas, paetês ou fantasias muito trabalhadas. O lema para elas é quanto menos roupa melhor. Afinal, todo desfile de Carnaval que se preze é mais do que um bom motivo para que as musas da estação mostrem o resultado de seus implantes de silicone ou lipoaspirações mais recentes." (Diário Popular - Só tem Popozuda! - Fábio Martins - 23/02/2001)

Esta festa já está enraizada em nossa cultura e tem sua representação em todas as regiões do Brasil. O destino carnavalesco mais conhecido no mundo é o Rio de Janeiro, onde o atrativo principal é o desfile das escolas de samba. Elas se apresentam durante os dias de Carnaval no Sambódromo Professor Darcy Ribeiro, mais conhecido como Marques de Sapucaí (Simbolicamente construído sobre antigas ruas de prostíbulos e baixo meretrício), onde além da beleza dos enredos das escolas, se destacam as mulheres, desde anônimas até as famosas artistas de TV e personalidades da society nacional. Funciona como um palco, onde elas conseguem se projetar como símbolos sexuais e musas do Carnaval.

Conseguindo a partir daí diversos trabalhos, desde uma ponta em uma novela, comercial a uma capa de revista voltada para o público masculino. Exemplos não faltam, a ex-modelo Luma de Oliveira (figura 5), madrinha da bateria da Escola Unidos da Viradouro, que desfila há anos na passarela do samba, levou em 2001 a sugestiva fantasia Deusa da Luxúria; outra presença garantida é da Mulata Globeleza, Valéria Valença (figura 6), símbolo das vinhetas de Carnaval da Rede Globo de Televisão; e também a mais famosa das loiras televisivas, a Maria das Graças Meneguel (figura 7), Xuxa a "Rainha dos Baixinhos", que sempre participa dos desfiles.

A festa deixou de ter data única e virou um negócio comercial. Aproveitando o sucesso e a perspectiva de atrair turistas o ano todo, o Carnaval fora de época ou "micareta", vem crescendo cada vez mais. Já são vários os locais que aproveitam o espírito de carnaval, para realizarem essas festas em épocas mais diferentes possíveis, reforçando ainda mais a idéia do País do Carnaval o ano todo.

"Carnaval virou sinônimo de festa durante o ano inteiro - e ao estilo baiano. A folia tomou conta do Brasil graças aos trios elétricos de Salvador, que estão colocando os brasileiros para requebrar no embalo da axé-music. Vinte cidades brasileiras, de Belém, no Norte, a Florianópolis, no Sul, incluindo Brasília, Goiânia, Rio de Janeiro, São Paulo e todas as capitais do Nordeste, já têm a sua versão da micareta."(Istoé - Carnaval a toda hora - Eduardo Hollanda - 09/10/1996)

As mulheres e até homens que conseguem se destacar nos desfiles das escolas de samba no Carnaval do Rio de Janeiro e também no de São Paulo, conseguem encher suas agendas. São contratados para seguirem as micaretas por todo o Brasil.

"O time que foi a Goiânia, por exemplo, recebeu cachês entre R$ 2 mil e R$ 3 mil e incluiu os atores globais Leila Lopes, Danielle Winitz, Manitour Felipe, Giselle Fraga e Oscar Magrini - o Ralf de O Rei do gado. "Já estou com a agenda cheia para micaretas até o Carnaval", diz Alexandre Frota. Um nome deverá estar em todas. Oscar Magrini, que subiu pela primeira vez em um trio elétrico, ficou alucinado com a festa." (Istoé - Carnaval a toda hora - Eduardo Hollanda - 09/10/1996)

São Paulo para tentar enfrentar o Carnaval do Rio de Janeiro, vem investindo pesado na festa, o que prova mais ainda que o lado comercial da festa está mais forte. A intenção é atrair quanto mais turistas melhor, e não importa o preço, quer seja ele financeiro ou social, sabe-se que atrás destas festas uma outra indústria também se propaga, a dos "serviços da carne".

"Os grandes alvos dos organizadores são os turistas do interior do Estado, da Região Sul do País e do exterior, principalmente do Mercosul. Para isso, firmou-se uma parceria com uma empresa de turismo que oferecerá pacotes promocionais para o Carnaval em São Paulo."(Agência Estado - São Paulo terá Carnaval "profissional" em 2001 http://www.terra.com.br/turismo/noticias/2000/11/30/003.htm)

A festa brasileira se tornou tão popular, que outros lugares do mundo já começam a produzir eventos similares, é comum ver em países da Europa, Estados Unidos e Canadá o samba e as nossas mulatas.

"A cidade francesa de Villeneuve-sur-Lot tem cerca de 25 mil habitantes e fica na região de Bordeaux. Nunca mais será a mesma a partir desse sábado 24 quando 40 escolas de samba iniciarão um carnaval tipicamente brasileiro que vai durar sete dias. Cada escola terá aproximadamente 50 foliões (todos europeus). Os nomes de algumas delas: Telecoteco de Berlim (alemã), Trepa Coqueiro (austríaca), Macunaíma (francesa), Sambalanço de Voorburg (holandesa), A Banda de Gottenburg (sueca). A festa tem o apoio do Ministério da Cultura da França. O objetivo é incrementar ainda mais o turismo no país, que anualmente recebe cerca de 70 milhões de visitantes. O carnaval de Villeneuve-sur-Lot tem assessoria de sambistas baianos."Istoé - nº 1556 - A Europa cai no samba - 28/07/1999

Não é difícil procurar na internet endereços que mostrem a realidade do carnaval brasileiro, muitas vezes maquiado de sites sérios, mas que na verdade fazem divulgação das circunstâncias reais que envolvem a festa. Sempre cheios de muitas fotos, mostrando os atributos das mulheres brasileiras, com poucas roupas e suas curvas sempre disponíveis, misturando-se a isto, monumentos e paisagens. (Figuras 8 e 9).

Podemos também reconhecer o público-alvo destes sites, o endereço www.123-rio.com, trás versões em inglês, espanhol, italiano, francês e logicamente o português. Além de fotos que demonstram imagens do carnaval do Rio com conotações homosexuais. (Figura 10).

O Carnaval passa a ser o primeiro contato do estrangeiro com o Brasil, os incentivando a virem ao País busca de sexo. Turistas sexuais vem a primeira vez atrás das imagens que ele vê na TV, filmes, internet e nos relatos de turistas que já estiveram aqui e aproveitaram o acesso ao sexo fácil, o carnaval se transforma em ponto de referência.

Dos países emissores de turistas sexuais para o Brasil, se destaca a Itália.

"Em 1997 chegaram ao País cerca de 3,2 milhões de estrangeiros e, em 1998, 4,8 milhões. Deste total, 169.567 eram italianos encantados pela beleza natural e, claro, pelas mulheres brasileiras. A Itália é o 6º país que mais envia turistas ao Brasil"(Jornal Comunitã Italiana - Edição 50 - Italianos buscam por praias, samba e mulheres - março de 2000.

Esses italianos vem ao país em busca dos atrativos da mulher brasileira, além é claro, das belas paisagens naturais. Ele tem em média de 25 a 30 anos e buscam as praias do Nordeste, principalmente Fortaleza.

"Segundo o gerente comercial da Varig em Roma, Silvano Finardi, existe um ostensivo trabalho de divulgação do Brasil através de cidades históricas e artísticas, da cultura, da música e das inesgotáveis riquezas de sua natureza e de sua gente. Tudo isso para que o Brasil não seja visto apenas como o "país das grandes mulatas, dos bumbuns e do sexo fácil". "Não nos interessa o promotor e organizador do chamado turismo sexual", afirmou Finardi. Cada turista italiano em busca de sexo gasta entre US$ 180 e US$ 250 por dia em uma capital nordestina, de acordo com Finardi, e ainda se queixam que os preços cobrados no Rio de Janeiro são muito mais altos." (Jornal Comunitã Italiana - Edição 18 - Turismo sexual atrai italianos para o Nordeste - janeiro/fevereiro de 1996)

Outra forma de divulgar os atributos da mulher brasileira, são os próprios grupos de pagode ou axê-music, que vão a Europa para divulgarem seus trabalhos. O grupo "É o Tchan", fez turnê pelo velho continente, para lançar seu novo disco Gerasamba (1997), onde prometiam ensinar aos italianos as danças da "Tcheca", do "Bum-bum", onde o principal destaque do grupo era a dançarina baiana Carla Peres, que tinha pousado nua para a revista masculina Playboy. (Figura 11).

2.5. A SÍNDROME DE CAPITU

Capitu, nome da esposa suspeita de adultério do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, nada tem a ver com o tema que será tratado neste capítulo.

A Televisão brasileira, principalmente a Rede Globo, vem dando conotações diferenciadas a profissão mais antiga do mundo, a prostituição. Em várias novelas e seriados a maneira em que esse tema vem sendo tratado, pode influenciar o comportamento das meninas e adolescentes.

"Mas 30 milhões de brasileiros que não sabem ler ou escrever e mal conseguem se alimentar, podem começar a achar que a prostituição é uma saída honrosa." (Jornal da Tarde - A rede mais poderosa e a profissão mais antiga - 03/12/2000)

Novelas onde o mundo da prostituição é tratado com glamour, são normais há muito tempo, "meninas" sempre sorridentes e sonhadoras, em busca de príncipes encantados, que as tirarão desse mundo. Roupas novas, festas e muito prazer cercam esses lugares.

Lançada em meados de 2000 a novela brasileira "Laços de Família", trouxe em seu enredo a história de Capitu (Giovanna Antonelli), garota de classe média que para conseguir sustentar seu filho e pais, resolve fazer programas.

"Capitu não tem problemas. O fato de viver de emprestar o corpo, generosamente, a quem pagar por ele, não lhe causa qualquer trauma. Ao contrário: sente orgulho por ter tido coragem de recorrer a este recurso extremo para impedir que os pais morressem de fome." (Jornal da Tarde - A rede mais poderosa e a profissão mais antiga - 03/12/2000)

A sua situação na novela foi inspirada na realidade, a pesquisa sobre o universo, segundo a própria produção de "Laços de Família", foi realizada em anúncios de jornais, sites eróticos na internet e também com entrevistas com garotas de programa. Além de um casal que vive de explorar estudantes universitárias.

Atualmente em cartaz no horário das 8 horas da noite, a novela "Porto dos Milagres" de Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares, é uma adaptação dos livros 'Mar Morto' e 'Descoberta da América pelos Turcos', do escritor Jorge Amado, mostra o Centro Noturno de Lazer, da "cafetina" Rosa Palmeirão, como sendo um lugar onde as mulheres são bonitas, bem tratadas, sempre alegres e felizes com a profissão que escolherão, dispostas a fazer a "função" e realizar os desejos dos homens que comparecem lá atrás de diversão. Rosa Palmeirão (figura 12), que por sinal é uma das principais personagens da história, está no contexto para questionar o poder dos malfeitores da cidade e suas atitudes. Aparece como uma das personagens mais equilibradas de toda a trama, criando uma situação favorável para pessoas que, como ela, exploram sexualmente as mulheres no Brasil.

Poderíamos citar vários outros folhetins que também abordam esse assunto com muita tolerância. Em "A Indomada", escrita por Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares, exibida em 1997, onde a situação é muito parecida com a de "Porto dos Milagres".

"Renata Sorrah comandava a mais alegre `casa de campo' da qual se tem notícia. As meninas estavam sempre sorridentes, joviais, como se suas vidas fossem realmente muito fáceis e prazerosas, sem qualquer conflito a não ser aqueles relacionados à paixão." (Figura 13.) (Jornal da Tarde - Caderno de TV - A rede mais poderosa e a profissão mais antiga - 03/12/2000)

Será que pessoas criadas vendo esse tipo de comportamento na televisão, poderiam ser influenciadas? Segundo algumas autoridades, tudo indica que sim.

Segundo a "coordenadora do Centro de Resgate da Identidade (Cride), ONG dedicada a menores prostituídos, Maria Cecília Cascaes critica a imagem de boa moça das garotas de programa no horário nobre. “Estimula a prostituição infantil”, alega. “As meninas chegam dizendo: ‘Se a Capitu deu certo, por que não tentar?’.”(Revista Época - Edição 123 - A polêmica de Capitu - 25/09/2000)

A situação apresentada na novela "Laços de Família" em outras novelas, deve fazer certas pessoas questionarem realmente os valores tradicionais, afinal, Capitu ganhava a cada programa cerca de R$ 1.500 reais e fazia cerca de dez programas por mês, faturando um cachê mensal de R$ 15 mil, um salário que dificilmente uma pessoa normal poderia ganhar, sem nenhuma formação ou habilidade especial.

"Esta opção por glamourizar a prostituta chega a ser comum ao longo da história da arte, mas quando se trata de um país que passa por profundas dificuldades sociais, como o nosso; em que a tevê chega a milhões de lares antes da alfabetização e a prostituição já alcança as crianças, não seria temerário transmitir a este povo uma idéia tão leviana da questão?"(Jornal da Tarde - Caderno de TV - A rede mais poderosa e a profissão mais antiga - 03/12/2000)

A influência das novelas é tão grande na vida das pessoas, que até as prostitutas que trabalham no Rio de Janeiro, e freqüentemente servem a turistas italianos, adoraram a novela "Terra Nostra":

"este ano os turistas italianos têm mais uma surpresa. Estão sendo recebidos com expressões italianas como "amore mio", "bambino mio", "è vero", "ecco" e "ma che uomo" que já fazem parte do vocabulário popular brasileiro, devido ao sucesso da novela "Terra Nostra"."(Jornal Comunitã Italiana - Edição 50 - Italianos buscam por praias, samba e mulheres - Março 2000)

2.6. ESCRAVAS MADE IN BRAZIL

Como o turismo sexual é um dos principais setores do turismo brasileiro, e em franco desenvolvimento, outros serviços derivados começam a surgir dessa "oportunidade de mercado".

"O tráfico de mulheres e a prostituição de milhões delas no mundo já alcançam níveis de exploração só comparáveis aos piores momentos do comércio de escravos do século 16." (Jornal da Tarde - Mulheres: tráfico como no século 16 - 30/11/2000)

"Dados apresentados pela Fundação Helsinque de Direitos Humanos, organização não-governamental (ONG) com sede na Finlândia, indicam que o Brasil é o maior exportador de mulheres escravas sexuais da América do Sul. Segundo a ONG, existem hoje 75 mil mulheres brasileiras trabalhando em cabarés, saunas e outras modalidades de casas de prostituição na União Européia." (Jornal da Tarde - Artigos - As escravas brasileiras - Luiza Nagib Eluf - Procuradora de Justiça do Ministério Público de SP - 25/04/2001)

O Tráfico de seres humanos, principalmente crianças e mulheres, cresce a cada dia. A rede de tráfico fica a cada dia mais sofisticada e falta de ação das autoridades ajuda nesse desenvolvimento. Fome, poucas oportunidades de trabalho, falta de educação e cultura, motivam mulheres a tentar a sorte na prostituição ou a busca de empregos no exterior, com salários em dólares. Os aliciadores colocam anúncios em jornais, montam empresas de representação ou agências de modelos, buscando chamar a atenção de mulheres e adolescentes ambiciosas, propõem empregos no exterior, com altos salários. Muitas são enganadas e vão parar em outros países onde serão obrigadas a se prostituir, vivendo sempre sobre ameaça, tem seus passaportes confiscados por seus compradores, ficando a mercê da violência em um país em que sequer conhece a língua. Outras sabem e vão para poderem conseguir dinheiro para melhorarem suas vidas e de seus familiares.

"Dentro do Brasil também há muita exploração organizada da prostituição, comércio de pessoas, escravidão. Crianças são vendidas, leiloadas, rifadas para fins sexuais. No exterior, somos conhecidos como o país do turismo sexual - com meninas de tenra idade, ou mesmo meninos a preço barato para os estrangeiros." (Jornal da Tarde - Artigos - As escravas brasileiras - Luiza Nagib Eluf - Procuradora de Justiça do Ministério Público de SP - 25/04/2001)

O tráfico de seres humanos é a terceira atividade ilícita mais rentável no mundo, só perdendo para o tráfico de drogas e armas. As organizações criminosas buscam no Brasil, maior alvo na América Latina, mercadorias para serem comercializadas em toda a Europa, os principais estados brasileiros onde são feitos os aliciamentos Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul e capitais do Norte e cidades litorâneas do Nordeste, onde a miséria se contrapõe a riqueza e belezas desses lugares, criando o ambiente ideal para que as mulheres e crianças caiam nas redes do tráfico.

Os principais países receptores dessas escravas brancas são: Espanha, Portugal, Itália, Holanda e Alemanha, onde essas mulheres serão obrigadas a trabalhares em casas noturnas e até nas ruas, para poderem pagar suas contas pendentes com os aliciadores e "proprietários".

No Inconsciente feminino, o papel da prostituta é um arquétipo primitivo da sedutora; desde a prostituição ritual na Babilônia nos templos de Ishtar (deusa do amor como Afrodite ou Vênus), quando uma vez por ano a crente oferecia-se no templo em prostituição agenciada pelos sacerdotes e doava seus ganhos à Deusa, chegando aos lupanares romanos (a prostituta loba de Rômulo e Rêmulo) passando pelo Glamour e vida de luxos das cortesãs Venezianas, Francesas etc.. até a Gueixa japonesa, a bíblica Dalila de Sansão, etc..e nas classes populares toda esta erudição atualiza o signo prostituta na figura da "Pomba-Gira", mulher dos exús, na maior parte uma ex-prostituta desencarnada (Lilith seria o equivalente judaico-cabalístico no Talmud, primeira esposa de Adão que é expulsa do paraíso-Éden e copula com diversos demônios, é a Lua Negra da astrologia zodiacal e nos horóscopos tão populares no jornalismo de gênero feminino); e no imaginário feminino o sedudor cafetão, o proxeneta ou gigolô é uma figura sedutora do "Companheiro" ou bom amante.

Todo este mito na mídia é explorado em seu potencial simbólico subliminar veiculando nas imagens festivas do Carnaval e nas telenovelas da Globo, reforçando no imaginário coletivo os atributos femininos desta "vida fácil" onde só há prazeres e alegrias fantasiosas e irreais: uma vida de festas, muito dinheiro, viagens pelo mundo, luxo e alegrias.

Para o Suriname eu vou - Uns dos esquemas que mais funcionam no Brasil, no tráfico de mulheres é a rota via Suriname (figura 14), que foi matéria de capa da revista Istoé em 1996, ganhado o 1º Prêmio Simón Bolivar de Jornalismo, concedido pelo Parlamento Latino-americano, com a reportagem "Escravas do sexo", publicada em 5 de junho desse ano.

"O Suriname é a primeira parada de uma movimentada rota de tráfico de mulheres brasileiras para a Europa. Nos últimos três anos, Paramaribo se consolidou como entreposto de Prostitutas. (...) 500 brasileiras integram o mercado do sexo no Suriname." (Istoé - Prostitutas made in Brazil - 05/06/1996)

A busca de uma vida melhor encanta as brasileiras que se dispõem a trabalharem no Suriname, a idéia de dinheiro fácil e a realização de sonhos como casa própria ou mesmo conhecer um estrangeiro que se apaixone por elas, levando-as ao altar, permeiam suas ilusões (figura 15). Só que a realidade é bem diferente:

"As garotas levadas ao Suriname fazem um estágio de três meses no país e, depois, passam um período similar na Holanda. Vendidas a donos de boates e casas de prostituição holandesas por US$ 1 mil, elas são posteriormente da mesma transação na Espanha e na Alemanha.(...)

Antes de Terminar a etapa do Suriname, as garotas são avaliadas para prosseguir carreira na Europa. Representantes de casas de prostituição na Holanda viajam a Paramaribo para conferir as qualidades de suas contratadas. A primeira orientação dada às garotas é tirar toda a roupa. Depois, com ajuda de um boneco inflável, elas aprendem técnicas de massagem erótica. Recém ainda aulas sobre o manuseio de chicotes, algemas e outros apetrechos sadomasoquistas. (...) Todas ganham no corpo um número tatuado, para facilitar a identificação."(Istoé - Prostitutas made in Brazil - 05/06/1996)

Tal treinamento prepara a escrava sexual com artefatos sadomasoquistas para atuarem tanto como ativas-sádicas batendo no cliente (Dominatrix), ou como passivas-masoquistas apanhando (Submissives), ao gosto dos fregueses representando qualquer dos dois papeis quando solicitada, um treinamento de profissional do sexo sofisticada.

A facilidade que essas mulheres entram para escravidão, se tornando um pesadelo em suas vidas, pois é quase impossível se livrar de seus donos, muitas fogem ou voltam em caixões para suas famílias.

"A maioria dessas moças pensa que a prostituição é considerada crime no Brasil. Não o é. O Código Penal só pune a exploração da prostituição realizada por terceiros, mas não incrimina a conduta da prostituta. No entanto, a moral vigente condena de tal forma esta prática que é comum se acreditar na proibição legal." (Jornal da Tarde - Artigos - As escravas brasileiras - Luiza Nagib Eluf - 25/04/2001)

2.7.TURISMO GAY: SAINDO DO ARMÁRIO

Quando se fala em turismo sexual, a maioria dos profissionais do turismo faz cara feia, ninguém quer se identificar com esse segmento. Só que ao contrário do que acontece com esse segmento, uma de suas subdivisões, o turismo gay ou GLS (gays, lésbicas e simpatizantes) vem se estabelecendo como a grande vedete do setor. As empresas do setor não o caracterizam como turismo sexual e fazem grandes investimentos para atrair esses clientes. Ele é tratado com grande simpatia no mercado do turismo, autoridades do mundo inteiro apóiam e até participam das manifestações, para atração deste tipo de turista.

"A prefeita Marta Suplicy, saudada como a "primeira prefeita da história de São Paulo a participar da Parada Gay" prometeu turbinar a ocasião para uma semana inteira de eventos GLS.

"O turismo gay lota hotéis, restaurantes, cria empregos. E é um orgulho ter uma cidade que recebe os gays com palmas", discursou para um público fervido que rebateu a bola: "Poderosa! Maravilhosa! Arrasou, cachorra!" ..."(Jornal da Tarde - Uma nova forma de fazer turismo - 24/06/2001 - http://www.jt.estadao.com.br/editorias/2001/06/24/ger006.html)

As empresas que trabalham em turismo estão de olho no dinheiro dos GLSs, muitas delas foram inspiradas no Dia Gay em Disneyworld, no Brasil, o parque temático Hopi Hari, também promover o Dia Gay, seguido pela Cidade de São Paulo, que promoveu a Parada do Orgulho Gay, atraindo gays do mundo inteiro. Já está se articulando a transformação de Miami e São Paulo em "sister cities gays", as primeiras do mundo.

A maioria das empresas (agencias de turismo, hotéis, sites de turismo GLS) que trabalham no segmento hoje, são consideradas GLS, pois seus proprietários fazem parte deste mundo gay, dizem que é difícil para um heterossexual, ter visão sobre o que os homosexuais querem e necessitam em suas viagens. Já existe até guia de viagens para o público GLS. (Figuras 16 e 17).

"...a South African Airways foi uma das empresas não-GLS que apoiou a Parada Gay." Queremos ter mais visibilidade no mercado brasileiro, em qualquer segmento ", resume Nelson de Oliveira, diretor da companhia no Brasil."(Jornal da Tarde - Uma nova forma de fazer turismo - 24/06/2001 - http://www.jt.estadao.com.br/editorias/2001/06/24/ger006.html)

Embora no Brasil esse segmento ainda é não seja tão grande, ele tem uma previsão de crescimento de 25% a 30% para 2001.

Para os Estados Unidos o turismo gay rendeu US$ 47 bilhões em 2000, respondendo por 10% da indústria de viagens, só perdendo para os segmentos de lazer e business. Isso se explica, a maioria dos gays são profissionalmente bem sucedidos, não tem filhos e se preocupam com eles próprios. Escolhem destinos diferentes, viajam em média de 3 a 4 vezes por ano, gastando cerca de US$ 90 por dia (turista tradicional gastam US$ 70), gostam de lugares sofisticados e saindo para jantar e conhecer casas noturnas, locais onde possam ficar a vontade.

"Gay viaja muito, é muito antenado, exigente, tem certas peculiaridades." (Jornal da Tarde - O poder gay - 24/06/2001 - http://www.jt.estadao.com.br/editorias/2001/06/24/ ger013.html).

Pesquisas americanas sobre o viajante gay, realizada pela Community Marketing, de São Francisco, traçou o perfil deste turista:

"...54% deles viajaram para o exterior, enquanto a média nacional foi de 9%.

Já no quesito de cruzeiros marítimos, 2% da população optou por esse tipo de viagem. Entre os GLS, esse percentual foi de 20%. E, ainda, 85% deles viajaram por agências, contra 42% da média nacional."". (Jornal da Tarde - Nos EUA, setor tem 10% da indústria - 17/06/ 2001 http://www.jt.estadao.com.br/suplementos/turi/2001/06/17/turi009.html)

A Cidade do Rio de Janeiro está se firmando como destino do viajante GLS. São homens de 25 a 40 anos, que viajam em grupos pequenos ou casais, que além visitarem os lugares tradicionais, como Cristo Redentor e Pão de Açúcar, recebem folders constando os lugares da moda, saunas e festas onde podem fazer sua azaração a vontade, também sendo advertidos sobre os golpes que podem ser vítimas, como o "Boa noite, Cinderela".

"O Rio é visto como uma cidade alegre, com boa vida noturna, mas a gente tem que competir contra a Austrália, que é totalmente estruturada", diz Ângela Barros, dona da Style Travel, que programa passeios para cerca de mil gays por ano."(Agência Estado - Rio de Janeiro é novo destino do turista GLS - 16/06/2000 - http://www.estadao.com.br/turismo/noticias/2000/jun/07/329.htm)

A atitude do mercado de turismo em relação ao turismo gay também é de preocupar, pois ele faz parte do turismo sexual e não é tratado como tal, as autoridades que repudiam os turistas sexuais que utilizam meninas e adolescentes para satisfazerem suas fantasias, são os mesmos que incentivam a vinda de grupos GLS, quem também de alguma maneira vão explorar as crianças e adolescentes do sexo masculino.

"No Rio de Janeiro, além da prostituição feminina, existe a prostituição de adolescentes do sexo masculino de 11 a 17 anos.”(www.ars.com.br/alunos/primeiro/equipe/callou/turismo.htm)

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Do exposto, esta pesquisa exploratória de um tema solenemente (ou hipócritamente) ignorado em praticamente todas as obras de referência sobre segmentação de mercado turístico e tipologias de atividades turísticas (talvez devido à ilegalidade do abuso de menores ou a preconceitos contra a prostituição e homosexualismo) ou, quando muito, meramente citado superficialmente, deixa evidente que é preciso preliminarmente realizar muitos outros estudos exploratórios como este para sistematizar dados e informações que tracem um panorama do problema, levantando a questão para debates posteriores, pois ignorar o assunto ou apenas citá-lo superficialmente não contribuirá absolutamente em nada para resolver as questões éticas, jurídicas e socio-econômicas envolvidas.

A metodologia de levantamento bibliográfico em jornais, revistas e websites da Internet permite desenhar um panorama atual da questão, demonstrando e evidenciando a imagem sensual e exótica que o Brasil projeta internacionalmente, chegando à deturpação do calendário de festividades com cada estado criando seu carnaval fora de época e tornando o Brasil por todo o ano o “País do Carnaval” com mulatas desnudas e aparentemente disponíveis (o exemplo máximo é a Globeleza Valéria Valença nua e depilada com o corpo apenas pintado; e a depilação pubiana tanto pode remeter inconscientemente às exóticas índias com suas “vergonhas limpas de cabelereiras” da carta de Caminha, quanto também até a obscuras insinuações de faixa etária infantil pré-pelos pubianos, pedofilia e abuso de menores).

Do extenso conjunto de referências coletadas pode-se inferir que o Brasil já está irremediávelmente inserido na rota internacional do Turismo Sexual (muito bem alcunhado de PROSTITURISMO) desde os shows das “mulatas de exportação”do Sargentelli até o reforço de imagem positiva da prostituição nas telenovelas que a rede Globo de televisão veicula no território nacional e exporta para diversos países, já chegando a haver denúncias de 500 mil crianças prostituindo-se no Brasil (e só na Tailândia, por exemplo, o segmento sexual rende 20 bilhões de dólares anuais, dois terços do PIB do país! O Brasil sequer quantificou o problema para estudar sua magnitude e propor soluções).

Passível de ser enquadrado dentro de subdivisão do “Turismo Single” ou de indivíduo desacompanhado, ou de turismo Gay, o Turismo Sexual nada mais é que uma atividade de “Scort Girl” ou acompanhante-massagista que mascara a prostituição (Prostiturismo), cujo perfil do consumidor é o homem casado de 35 a 60 anos heterosexual, subdividindo-se em preferências por virgens (os exigentes consumidores Japoneses), crianças (pedofilia e abuso de menores), Sadomasoquismo pesado, Homosexualismo e uma pequena parcela feminina ainda insipiente mas que tem potencial de crescimento idêntico ao das revistas femininas com nudez masculina frontal e closes de falos em plena erecção.

Já os ‘Clientes” ou “Fregueses” são os países ricos, emissores do turista sexual para o Brasil, que são: Alemanha, Holanda, Suécia, Estados Unidos da América, Itália, Inglaterra, Dinamarca, Áustria, Espanha e Suíça, países do dito “primeiro mundo” civilizado, cuja maioria tem um grande histórico cultural de crimes sexuais de pedofilia e sadomasoquismo.

ONGs como a “Fundação Helsinque de Direitos Humanos” da Finlândia identificam o Brasil como o maior exportador de escravas sexuais da América do Sul, um triste recorde de 75 mil brasileiras servindo em cabarés, saunas e casas de prostituição na União Européia.

O aliciamento das escravas é feito nos estados de Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul e diversas capitais nordestinas, nos bolsões de miséria, com promessas de ser modelo famosa e viver no luxo e apelos à vaidade das jovens de pouca instrução; e os países receptores são Espanha, Portugal, Itália, Holanda e Alemanha, e a rota segue do Brasil ao Suriname, onde a jovem faz seu “estágio” de treinamento de três meses onde aprendem até a usar chicotes, correntes e outros artefatos sadomasoquistas como ativas-sádicas batendo no cliente (Dominatrix) ou passivas-masoquistas apanhando (Submissives), ao gosto dos fregueses, além de massagem erótica, as “diplomadas” são tatuadas na pele com um número de identificação como gado ou prisioneiros de campo de concentração nazista.

Estas prostitutas reforçam a imagem de “Paraíso Sexual” que o Brasil vem construindo por décadas em todo o mundo, são um mostruário do Prostiturismo que o cliente poderá vir buscar no Brasil.

Já o Prostiturismo Gay nos EUA renderam, em 2000, 47 bilhões de dólares, respondendo por 10% da Indústria de Viagens e como terceiro segmento mais consolidado, gays não tem filhos, viajam 3 a 4 vezes por ano gastando 90 dólares por dia (o turista tradicional gasta apenas 70 dólares-dia) e freqüenta casas noturnas caras, são homens entre 25 a 40 anos, e sua cidade preferida é o Rio de Janeiro, graças à imagem projetada pelo Carnaval, em especial bailes como o “Gala Gay” (Acrescentando a Prefeita Petista Marta Suplicy reforçando esta imagem de permissividade sexual ao participar da passeata Orgulho Gay em São Paulo), chegando no Rio, para as suas práticas de abuso de menores preferem os menores de idade masculinos entre 11 a 17 anos.

Desta forma, o Turismo Sexual ou Prostiturismo é uma atividade que mobiliza cifras astronômicas em dólares, e que vem crescendo, tendo o Brasil um lugar de destaque no cenário internacional atraindo atenções dos segmentos masculino heterosexual e homosexual, ambos com preferência pelo abuso de menores brasileiros e brasileiras.

Futuras pesquisas poderão detalhar melhor os segmentos do Prostiturismo conforme as perversões sexuais e taras dos clientes, ou quantificar este mercado turístico real e verdadeiro, embora oculto na ilegalidade e pouco pesquisado pela polêmica e criminalidade envolvidas.

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

· A resenha do livro: A viagem do descobrimento http://www.descobrimentoo.hpg.ig.com.br/

Agência Estado - São Paulo terá Carnaval "profissional" em 2001 http://www.terra.com.br/turismo/noticias/2000/11/30/003.htm

· Agência Estado - Rio de Janeiro é novo destino do turista GLS - 16/06/2000 http://www.estadao.com.br/turismo/noticias/2000/jun/07/329.htm)

· Foto: Pedro Agilson

· Guia Global - Papa condena turismo sexual - 20/06/2001 - http://www.guiaglobal.com.br/noticias/2001/junho/20/14141-20-06-2001.shtml

· http://br.geocities.com/bahiacomaga/mitocaliente.htm - O Mito da orla "caliente"

· http://redeglobo.globo.com/portodosmilagres/capitulos.php?idS=20010903&idC=3

· http://www.123-rio.com - Página sobre Carnaval

· http://www.ars.com.br/alunos/primeiro/equipe/callou/turismo.htm

· http://www.guiagaybrasil.com.br

· http://www.abrapia.org.br/Dados/Graficos/graficos.htm

· Influência das missões religiosas mudou habitat de índios da fronteira - http://www.ig.com.br - 21/12/2000

· Época Online - A capital dos desfiles - 01/2001 =

· Istoé Online - foto: Carol Feichas - Deusa da Luxúria - http://www.terra.com.br/istoe/

· Jornal Comunitã Italiana - Edição 18 - Turismo sexual atrai italianos para o Nordeste - janeiro/fevereiro de 1996

· Jornal Comunitã Italiana - Edição 50 - Italianos buscam por praias, samba e mulheres - março de 2000

· Jornal Correio Braziliense - Líderes ibero-americanos discutem abusos à infância - AFP - 16/11/2000

· Jornal da Tarde - Artigo - José Pastore - Trabalho e turismo Sexual - 13/02/1997

· Jornal da Tarde - Artigos - As escravas brasileiras - Luiza Nagib Eluf - Procuradora de Justiça do Ministério Público de SP - 25/04/2001 - http://www.jt.com.br/editoriais/2001/04/25/artigos001.html

· Jornal da Tarde - Caderno de TV - A rede mais poderosa e a profissão mais antiga - 03/12/2000 - http://www.jt.com.br/suplementos/catv/2000/12/03/catv036.html

· Jornal da Tarde - Internacional - Mulheres: tráfico como no século 16 - 30/11/2000 http://www.jt.estadao.com.br/editorias/2000/11/30/int537.html

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· Jornal da Tarde - Cônsul suspetio de pedofilia - 05/07/2000

· Jornal da Tarde - Uma nova forma de fazer turismo - 24/06/2001 - http://www.jt.estadao.com.br/editorias/2001/06/24/ger006.html

· Lei Estadual nº 9.976, de 20/05/1998 - São Paulo

· Jornal A Tarde - Verão 2000: Brasil fecha o cerco contra o turismo sexual - 02/02/2000

· Jornal Diário Popular - Só tem Popozuda! - Fábio Martins - 23/02/2001

· Jornal Estado de São Paulo - Caderno 2 - Daniel Piza - Mitos,mentiras e utopias - 01/07/2001

· Jornal Folha de São Paulo - Caderno de Turismo - 11/06/2001

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· Jornal O Estado de São Paulo - França julga 1º caso de turismo sexual - 19/10/2000 - http://www.estadao.com.br/turismo/noticias/2000/out/19/234.htm

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· Na froteira, envolvimento entre militares e indígenas é comum - http://www.ig.com.br - 18/12/2000

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· Biblioteca Virtual - Sala de Lectura - A violência e turismo sexual - http://www.clacso.org

· Jornal Diário do Nordeste - Brasileiros são os que mais exploram sexualmente - 17/10/2000 - http://www.uol.com.br/diariodonordeste/2000/10/17/010061.htm

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· Revista Istoé - Globeleza - foto: Juca Rodrigues - 8/3/95 - Ed. 1327 - http://www.terra.com.br/istoe/

· Jornal A Tribuna - O fim do turismo sexual no Brasil - 09/07/2001 - A-3 (Santos)

· Jornal O Estado de São Paulo - O setor do sexo - 08/12/1998

· Revista Istoé - nº 1556 - A Europa cai no samba - 28/07/1999 =

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· STOP ao turismo sexual - http://pintopc.home.cern.ch/pintopc/www/vqp/97/vqp2897.htm

· Revista Esto es Brasil - Dezembro/1999 e Janeiro/2000

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